Walkman, shitman e paperman

Akio Morita foi o cara que fundou a Sony. Diz a lenda que ele começou tudo fabricando radinhos de pilha no recém pós-segunda guerra. Quando as tropas americanas desembarcaram no Japão fudido, morto e vencido, faziam a distribuição da ração e avisavam pelo rádio, ou seja, quem tinha um, sobrevivia. Conheci um velho que viveu esse período e me contou de Tokyo bombardeada e tomada por jipes e tropas americanas. A primeira palavra em inglês que ele aprendeu foi "chocolat", gimme a chocolat.
Pois bem, esse mesmo Akio Morita, continua a lenda, foi o inventor do walkman, daquele velho trambolho do tamanho de um livro que tocava fita cassete, mas que para os anos 70 e 80, era o menor dos portáteis. Dizem que ele inventou o walkman para poder jogar golfe ouvindo a Nona Sinfonia de Beethoven. Um luxo.
Como lenda não tem fim, foi ele também quem inventou o compact disc para que coubesse toda a mesma Nona Sinfonia sem ter que ficar virando lado A e lado B tanto nos velhos bolachões como na fita cassete. Não, nunca cronometrei Beethoven.
Lenda é lenda e isso não se discute, se aumenta.
O fato é que sempre que uso - emergencialmente - um banheiro público, penso na podridão que é o botão da descarga. Porque é uma questão óbvia: todo mundo só aperta o botão depois que tudo está acabado, porém, momentos antes de ir lavar as mãos, quiçá a ponta dos dedos. Agora os caras inventaram a privada com descarga acionada por sensor. Fiquei maravilhado. Pela foto, percebe-se que o papel higiênico continua sendo ele mesmo, em rolo, cilíndrico e sendo muito útil na vertical. Não creio que seja possível substituí-lo por um sensor. Tem certas coisas que ainda precisam de muito tato e sutileza.

Um comentário:

:: Luz :: disse...

"tem certas coisas que ainda precisam de muito tato e sutileza."

com certeza!!! e não são poucas.
bjo