Jackson Pollock

Pra falar de Jackson Pollock, vou dar uma de Jackson Pollock.
Tem um filme da vida do cara, não lembro o título e nem o nome do ator, mas é legal e bastante fiel, inclusive a semelhança física. No IMDB tem.
Gosto do Pollock porque é cru, action painting visceral, imagem pela imagem, sem explicar ou parar para profundas análises entre baforadas fúteis em cachimbos chiques.
Ele colocava a tela no chão deixando a tinta gotejar pelo branco, dando margem à perversão nobre e infinita da espontaneidade. Podre, como eu disse. Às vezes fazia furos no fundo da lata de tinta explorando ao máximo o caos das cores e do foda-se. Com o imprevisto e o improviso sob controle e com tais qualidades sob os pés ("Pois assim me sinto dentro do quadro"), Pollock eliminou o cavalete e o pincel, instrumentos básicos da pintura.
Morreu num acidente de carro, chapado, bêbado e depressivo.
Ali ao lado tem a TERAPIA OCUPACIONAL JACKSON POLLOCK que te linka a uma página em branco onde você pode exercitar sua piração Pollock. É ínútil, mas de útil, basta o zíper.

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