A manga, a Havana, o Kosovo


As negociações iniciaram no governo Geisel. Se minha memória seqüelada não falha, o ministro Paulinelli deu o pontapé incial para exportar as nossas mangas coração-de-boi ao Japão.
O Geisel inventou a anistia ampla, geral e irrestrita. Depois veio o João Figueiredo que inventou o coice presidencial. Sarney não inventou nada, um incapaz. Collor, Itamar, FHC e finalmente o Lula consegue botar a manga nas prateleiras japonesas. 30 longos anos de puro blábláblá. O preço é de uma vitrine em Bruxelas ou Mônaco. Até eu ver essa manga, só devorávamos as cabrochas das Filipinas ou Tailândia, muito mais acessíveis ao bolso. Manga é manga em qualquer lugar, Bruxelas ou Hamamatsu. Só não dá pra assoviar e chupar manga. Ou cana? Qual é a frase do caroço? Do abacate? Definitivamente, perdi o pomar e o vernáculo.

A Havana de Fidel não é mais dele. A história acontecendo e eu querendo ir dormir. É a idade. Do Fidel, claro.

Em Kosovo, aquilo lá. O lance é que meu cunhado, amigo, brother, mano, parceiro está em Budapeste, Hungria. Qual a relação? Fronteira, meu chapa. Não importa se o incêndio é no apê do lado e não no seu. O fogo não perdoa paredes.

2 comentários:

Barbara disse...

Muito anti-clímax essa renúncia.
A gente de platéia merecia algo melhor!
(estou com um blog novo)
http://artesmenores.wordpress.com/
Ah, e agora você pode tomar manga com leite!

Gustavo disse...

não conheço o japão, mas tu conhece, e óbvio, o brasil também.
vê se tô certo: tempo é o que mais sobra por aqui e o que mais falta por aí.

mas isso pode ser uma análise absurdamente superficial, enfim.
e quem nunca pensou em publicar um livro? a questão é que tu tem qualidade pra isso, acima de tudo.



e ah, é a missa in memoriam do itamar, e um que tem uma rosa azul na frente, de canções mais melódicas, e não me recordo o nome de cabeça, mas acredito ser bem novo