É covardia

Quando a gente acha que sossegou, que vai poder sentar a bunda na cadeira pra escrever tranqüilo e docemente aquelas idéias espalhadas em papeizinhos espalhados pelos cantos do mundo, quando tudo parece que se resolve por osmose (e tem se resolvido) e que agora vai que vai, quando até a ladeira é a favor e tal, vem um caminhão te atropelando com planos B, C e D e aquela velha coceira do palco, do cheiro do palco, da cortina empoeirada, do verniz do palco, do cascolac do palco, do palco inteiro descendo pela garganta com o prazer e sofreguidão do masoquismo inteirinho na alma:
- Aí Nei, escreve um texto ai?

2 comentários:

SombradeSonhos disse...

Pois então, não resista ao palco Nei! Escreve um texto aí!

Leela disse...

O dia que eu conseguir escrever de novo pode ser o fim do mundo...