Fui dar uma olhada blog do Zé Dirceu. Tem uma amiga que escreve lá. Ela disse passa lá e dá uma lida. Ela não é amiga do Zé, mas ganha uma grana, que é o que importa, tem filhos e precisa encher a geladeira.
Os textos são bons, claros, sucintos com devem sê-lo num um blog de uma pessoa pública preocupada com a realidade nacional.
Cara, deu ânsia.
O que mais ele pode querer? Voltar ao cenário eletivo depois dos anos de quarentena judicial? Faturar, dilapidar, limpar, afanar? Roubar.
Ânsia.
Aquela cara dele deu um forrobodó no estrombo que só podia dar em foto de Pol Pot ou Adolph.
Eu que sempre gostei de política, não achei que fosse passar mal.
Mas já passei mal vendo o Maluf em campanha no Mercadão, andando ali perto das peixarias com um séquito de Odoricos Paraguaçus e Napoleões de zoológico e eu, um moleque assanhado metido em política estudantil louco pra arrancar um robalo do monte e dar na cara de um deles feito um quadrinho de Asterix. Um robalo seria de uma simbologia semiótica estupenda. Quase Nobel.
Mas no século 21 o blog do Zé deu ânsia.
Nunca imaginei que fosse comparar o Zé com o Paulo.
O Brasil anda historicamente embrulhado mesmo. Meu estrombo também.

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