Horrores on the road

Horrores on the road. Quase dá pra pisar na cara e limpar o casco nos dentes. Trilha sonora no talo com o 4o. Movimento da Nona de Van Beet numa clara alusão às laranjas mecânicas cotidianas e red jorros com trilhões de mitocôndrias morrendo. As notícias são populares, elitizadas, humanas e animais, agora on the road, on the grito, mudos, no seu site, na minha sala, ali no vizinho.

Minerar pra animar e depois vegetar.

Assim sendo, arrastei um menino pelas ruas da minha cidade e se eu vivo nela, ele, o menino, morre.
Pendurei uma filha de criação numa escada a poucos centímetros do chão com pimenta na boca e os dedos quebrados.
Joguei uma menina de um prédio bonitão até ela esborrachar cataplof.
Tive sete filhos com minha filha e um deles morreu. Tudo bem, boto fogo no defuntinho ali na estufa.
Desde Medéia não fazíamos nada igual.
Se um marciano me encontrasse num entreposto intergalatico, iria ter um troço.
Tem a penicilina, a pomada contra acne, a máquina de fazer café expresso caseiro, o pc e o carro híbrido. Tem dvd, surround sound 5.1, o Fellini e sutiã meia taça cor de vinho tinto.
Tanta coisa humana bacana e os caras fazem horrores on the road e at home, principalmente.
Mas é assim, se Medéia faz dois mil anos em agosto (mentira), as merdas fazem as notícias todos os dias (verdade). Democracia e liberdade de imprensa são assim, uns horrores.
Eu sei que sou bem filho da puta pra escrever cataplof e defuntinho. Mas não sou tão maior na putaria quanto os fiéis e familiares mancebos do terror.
Se marcar, hoje em dia, isso vira religião.
Semana que vem, qualé a próxima?
Aleluia é o caralho.

2 comentários:

Kenia Mello disse...

Gostei tanto.

rnt disse...

foda. assunto dolorido, sabe. dá vergonha, dá tristeza.
;*