Pedro Bó

Claro, claro. Se a maioria da população é brasileira, qualquer coisa que acontece no Brasil vai dar uma maioria brasileira, estatisticamente. Se for dentro da embaixada da Ucrânia, não. Mas dentro da embaixada da Ucrânia é território ucraniano, então não conta.
Se a maioria da população brasileira é católica romana, vai dar Papa e hóstia e papa hóstia na cabeça.
Se cem mil brasileiros soltarem pum entre meia-noite e quatro da manhã no próximo equinócio, serão, estatisticamente, uma maioria de católicos fedidos. E brasileiros.
Se os mesmos cem mil forem ao Maracanã, a maioria será católica, carioca e gostam de futebol.
Se não forem, também, porém, não gostam de futebol. Ou gostam, mas pela tv é mais confortável.
Considerando que ligar o computador para ler uma bobagem como essa (aqui e na Folha) é um ato brasileiro, não-católico e apaixonado por futebol, releve.
A questão é observar a grande imprensa catando bobagem pela redação pra puxar o saco da CNBB e manter a porcaria dos abortos clandestinos como estão, porcos. Nada disso é confortante e melhora pra melhor.
Muita coisa no Brasil, estatisticamente falando, melhora pra pior. Até eu, estatisticamente falando. No caso pessoal, pioro pra melhor, é a velha teoria do efeito-defeito.

Um comentário:

Kenia Mello disse...

Se bem que esse quadro está mudando, viu, Nei? Li em algum lugar que o número de católicos está menor que o de evangélicos atualmente, não lembro se no Brasil ou no mundo. Na verdade, creio que estava bêbada, mas que li, disso tenho certeza. :P