Sarava

Tem duas novelas com nomes de paises, ambos asiaticos, sendo que os 100 anos de Imigracao e' uma festa com os japoneses, ou seja, tres cajadadas num coelho so.
O maximo que fiz nessa festa centenaria foi comprar as moedas e selos comemorativos, o que nao quer dizer nada, na hora do aperto, torro tudo.
Alias, com dois selos mandei um postal pra Budapeste e a carta nao chegou la. Ou nao saiu daqui, sei la.
Numa das novelas tem um atorzinho bem ruim que saiu por motivos estranhos e de saude. Era o protagonista. Ja vi isso acontecer com o Sergio Cardoso, que lugubre e tetrico, era cataleptico e foi encontrado revirado, dias depois, no caixao. Depois foi o Jardel Filho que fazia um papel bacana e par romantico com a Irene Ravache, mas morreu no comeco da trama.
Ambos, Sergio e Jardel, sao nomes de salas de teatro. O mocinho contemporaneo, acho, nunca subiu num palco.
O pais ainda tem novela e ainda se preocupa com essas coisas. Se isso e' legal, nao sei, mas sarava, olha o estado cataleptico do teatro brasileiro.

Aqui no Japao o teatro e' terapia-ocupacional-pra-nao-morrer-de-tedio-no-final-de-semana. O cara vai la, faz um curso fuleiro, uns exercicios fubecas, laboratorios nulos, faz uma peca suspeita e diz sou ator.
Eu fiz um curso fuleiro, fubeca, nulo e nao sou ator, nunca fui, nem quero ser. Escrevi duas pecas e nada, sem grana, nada. Nem ongs, nem os donos de lojas de produtos brasileiros estao interessados em bancar um texto de Plinio Marcos, por exemplo - imagine.
Ou seja, se nao sou ator, nem autor posso ser. Entao meto a boca. Sarava e vade-retro teatro-brasileiro-no-Japao.

Alias, pra que plateia? Sabe o autor que mais vende aqui? A tal Zibia. Sarava mesmo.

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