Polícia coloca maconha em mala de passageiro no Japão

26/05/2008 - 12h43

Um passageiro que chegava ao aeroporto de Narita, na região metropolitana de Tóquio, ficou com 142 gramas de maconha em sua bagagem depois que um teste para os cães farejadores deu errado.
A fim de testar a segurança do aeroporto, um policial da alfândega do aeroporto escondeu um pacote da droga no bolso externo de uma mala sorteada.
Os cães farejadores não conseguiram encontrar o pacote de maconha, e o policial não conseguiu se lembrar em que mala tinha escondido a droga.
A alfândega do aeroporto pediu que a pessoa que encontrar o pacote entre em contato com as autoridades de alfândega. A maconha colocada no pacote tem um valor estimado em cerca de US$ 10 mil.
O uso de bagagem de passageiros para este tipo de teste é contra a lei. Geralmente são usadas malas especialmente destinadas a isso.
"Sabia que o uso de malas de passageiros é proibido, mas fiz isso porque queria melhorar a habilidade do cão farejador", teria dito o policial.
"Os cães sempre foram capazes de encontrar [drogas] antes... Estava confiante demais que isto [o teste] iria funcionar", continuou.
"Este caso é extremamente lamentável. Gostaria de pedir desculpas", disse Manpei Tanaka, chefe da Alfândega do aeroporto.
O Japão tem leis severas contra a posse de drogas e mesmo uma pequena quantidade pode resultar em penas de prisão.

da bbc

Los Day by day





Brasis

Hoje quase fui agredido num supermercado de produtos brasileiros porque disse a seguinte frase:
- O Brasil pra mim é uma realidade distante.
Os ufanistas de plantão e fluidos fisiológicos lacrimais mostraram as garras e avançaram no meu pescoço. Metaforicamente, claro.
Um deles disse:
- Então porque você compra a Veja?
Fiquei atônito. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. No caminho pra casa descobri que eu compro a Veja porque não sei ler japonês, senão já era, mano, as publicações japonesas são muito boas. Mas na hora não respondi. A retórica não funciona bem quando você sente que mexeu com vespeiro fascista. O pior é que o cara que me perguntou é o gerente da loja e ele vende a Veja. Lá, porém, não compro mais. Idiota.

Estou há 18 anos fora do Brasil. Não há como negar que também torço pela seleção japonesa. Nunca contra a canarinho. O Japão também está no meu coração. A maioria dos dekasseguis acham tal afirmação um sinal de conformismo. Não, é a pura realidade. Se morar aqui fosse uma merda, eu já tinha caido fora.

Acho que algumas pessoas gostam de morar num lugar que detestam e detestam quem gosta do lugar.

Afirmar o Japão não é negar o Brasil. E o Brasil que eu carrego no peito - para sempre - é diferente da realidade que se apresenta. Nunca mais vou ver o meu Brasil umbilical, nunca mais. Toda vez que volto ao Brasil sinto saudades daqui. E vivendo aqui eu sei o que é engolir a seco a distância e a saudade visceral.

Fascistas não servem pra nada mesmo.

Tem bala

Querem construir a ferrovia do trem bala ligando Rio -SP - Campinas.

O metrô da cidade de São Paulo está defasado há 30 anos e isso é tudo que se diz do transporte subterrâneo da maior cidade da america do sul que está travada por causa do excesso de carros particulares. Claro, o coletivo é uma merda.

Ônibus vem de omnibus, para todos em latim.
Para todos que adoram desconforto.

Mesmo assim os caras querem um trem bala.

Querem essa porcaria pra enfiar no rabo?

As prioridades do Brasil passam pela catraca da estação do trem bala.
O sofá novo é lindo, meu chapa, mas sua sala não tem teto.

Marcha da Maconha

Os caras bons de seda e pilão estavam bem loucos querendo fazer uma marcha pelo cigarrinho de carnaval.
Não vejo motivo para tal alarde e grito. A coisa anda nas bocas e surdinas de qualquer lugar menos afoito e muito silencioso. Um disco dos Mutantes sempre cai bem, então há som, sem silêncio.

O mundo já está bem fumadão com tanto CO2 pela atmosfera.
Tá todo mundo louco, oba. A canabis está nas entranhas da massa consistente da 3a. rocha do sistema solar. O que era azul está ficando verde e dichavado.
Ciclones, vulcões milenares voltando à tona (à tona mesmo!), terremotos, países riscados do mapa, populações inteiras dizimadas por uma natureza furiosa.
Mas ela devia estar calma porque o mundo tá doidão. E ainda os caras querem marchar e marchar.

Marcha é coisa de milico e milico bate em maconheiro. A contradição me parece óbvia.
Sem marcha por isso ou aquilo. Não foi assim que Bob Dylan ensinou.

Agora mesmo larguei a Folha online e corri pra cá pra perguntar se alguma dessas manchetes acima vale a pena ser considerada para uma leitura. Vale?

Gosto do mundo doidão porque é assim que a gente alimenta um blogue e dois hemisférios de massa cinzenta.
Gosto do mundo doidão porque essa é a minha força da natureza: fofocar sobre tudo, até sobre o que nunca existiu.

Com tanta bobagem, só me resta naninha.
Besos.

PS. Sobre a foto do Rio Tenryu, abaixo.
Esse rio margeia um dos maiores pólos industriais do Japão: Hamamatsu, Iwata, Ryuyo, Tenryu City, Hamakita e Toyoda cho. Nessas margens estão concentradas industrias de autopeças, fibras de vidro, Apollo Piano, Sony, Meiwa, Hokuto, U Shin. Multi-nacionais japonesas com milhares de funcionários pelo mundo.
O grande lance é que o rio é limpo. De suas águas saem os canais de irrigação que atravessam quilômetros para os arrozais de subsistência, peça chave para o orgulho e auto-sustentação em arroz do povo japonês.

Lá vem. Ou lá vai

Começou. Ou começaram. Faz tempo que começaram o terrorismo intelectual e midiático.
Há soldados armados, amados ou não.
Brava gente brasileira, longe vá temor servil, ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil.

Lá vem a estátua da liberdade nos grilhões que nos forjaram.

Porque derrubaram o muro de Berlim e não derrubam o muro do México? Cada qual com seu cada qual, seu gringo.

Tá certo que ninguém cuida do meio, do ambiente, do meio do ambiente, do meio-ambiente. Não há controle sobre nada. Mas dizer que é de todo mundo é sacanagem.
A Amazônia é de que mora nela.

Across the Universe (2007)

Você já viu essa obra-prima?
Então quando você vai ver pra gente gastar um bocado da vida comentando?

Daqueles filmes que a gente se pergunta 'porque não pensei nisso antes?'
- Porque pensa assim o tempo todo.

É quando a nossa realidade-ficção de ter constantemente uma trilha sonora na vida vira uma ficção-realidade num filme onde há uma trilha sonora constante na vida na tela.
E é The Beatles, oh darling.

Floresta e lysoform

Madrugadona 3:30 fui por gasolina no self service aqui perto. Aproveitei pra passar um pano nas partes internas do Toyota. É a melhor hora de qualquer verão.

Amanheceu.

O sábado chega rápido como um trem bala passando a poucos centímetros da minha cara gorda.
Daqui a algumas horas vou comer sushis variados, lulas, salmões e atuns. Todos em plena extinção. Aproveito a leva e vou comendo enquanto é possível.
Se fosse para sentir pena de bicho em extinção, eu sentiria.

Mas não sinto tanto assim. Sou mais uma cidade que uma floresta, apesar de achar árvores em abundância legais de ver, mas não para morar. Também tenho dó de bicho deprimido em zoológico. Vez por outra corro pro mato e faço um churrasco. Minha ecologia é assim, ir no mato pra queimar carne. Mas recolho o lixo, até o que encontro e não é meu, juro.

Qual lixo não é meu? O seu não é meu? Posso não ter essa cara de greenpeace, mas não curto sujar a sala de estar. Lixo, sujeira, é matéria fora de lugar. Eu nunca me situei direito, portanto.

Aqui em casa somos dois animais bípedes e a Táta, que é quadrúpede, réptil e tartaruguíssima. Se ela for bem cuidada, vive 100 anos. Então a Táta vai durar para sempre no meu entender de foréva. A Táta não reclama porque não fala, se falasse, eu tava ferrado. Mas eu levo a Táta pra passear. Não como se fosse um cachorro; o itinerário normal de um cachorro seria impossível com a Táta, ia durar uns dois dias. Levo ela pra graminha aqui em frente de casa e ela delira. Nunca abanou o rabo e nem disse obrigado com os olhos, mas a gente se entende. Já disse que é Táta porque ela ainda é uma tátaluga, quando virar gente, chamo de Júnior.

Por falar em gente, às vezes é melhor ter uma tartaruga feliz que um vietnamita infeliz. Antes era um, agora são dois que trabalham comigo consertando e reformando pianos. São dois meninos lá da filial em Saigon e estão aqui para estagiar. O problema não é a geografia, a cultura, nada disso. O grande lance frontal é o hálito. Podre. Fim de papo.

Custa escovar a boca toda? Eu acho que tem gente que pensa que escovar é só na frente, os incisivos. E ainda com pasta de bosta. Diz o Millôr que o maior anticoncepcional ainda é o mal hálito. Imagina mero coleguismo profissional. Um metro de distância e eu sei quem é sem olhar.

Um dos meus maiores medos - recorrentes, mas sem paranóias Ozzy Osbourne - é feder pros outros. Até o exagero do bom cheiro perfumado me preocupa. Boca então.

Uma vez dei um Hall's de cereja brasileiro, o melhor tira-pala do mundo. Saiu pela culatra e entrou pelas minhas narinas. A fétida sensação de estar num mictório de rodoviária com todos os líquidos de uma nação misturados a uma lavanda de cereja.

Não sei o que é. Mas não tenho coragem de dizer olha cara, vai lavar a boca com lysoform.

LAMA

Em 1992 o dalai lama foi a São Paulo e eu estive lá. O Glad foi comigo ou eu com ele. Acho que mais eu com ele porque nessa época ele queria montar uma confecção de roupas indo-sérias. Eu digo indo-sérias porque as batas e saiões indo-Ganges são muito indo-hippies. E hippie não é sério nem aqui, nem 40 anos atrás.

Ele - o Glad - sempre teve essa vontade louca de transar um nirvana e alcançar o tantra total.

Foi lá no Ibirapuera. Além do dalai, tinha um pessoal meio na contramão, tipo PT ou de movimentos ecológicos de esquerda, salvem tartarugas marinhas ou mata atlântica. Considerando o tipo de leitura e estudo que um monge tibetano tem, eles nem têm idéia do que é uma tartaruga, quanto mais marinha. Muito menos a mata atlântica, a serra do mar ou o rei da pamonha na Anchieta.

Mas fomos lá, Glad, a esquerda festiva e eu. Não havia coro de torcida feito a galera católica quando vê um papa. Nunca fazem festinha pra bispo, arcebispo, mas só pro padre Marcelo e pro papa. Se fosse deus, logo acima do papa, acho que rolava um silêncio constrangedor. Festinha e abano de rabo, só pra papa, padre bobo, qualquer um e um de cada vez.
Católico não pode ver um papa que pira, canta, faz rima. Só falta o papa fazer um golaço de canhota no ângulo do goleiro ateu.

O dalai fez um discurso longo, coisa de meia hora. A gente tava sentado muito longe do cara, ouvíamos a voz do homem pelo pior sistema de som do mundo. No caminho, na expectativa do encontro com uma das encarnações do buda, achei que ia sentir um troço, tipo um transe, um axé, sei lá. Que nada. Chiadeira no discurso eliminando a menor possibilidade de um êxtase federal. Só no dia seguinte li na íntegra o que ele falou, num jornal. Coisa de paz com paz e mais paz.

Cada vez que esses caras pedem paz, menos tem.

Viram o terremoto na China? Coisa pequena lá é de dez mil mortos pra cima. Na China tem tanta gente que quando você solta um pum num local absolutamente ermo e isolado, uns quinze chineses escutaram o fininho. Quando começou a rebeldia no Tibete e o dalai disse que não tinha nada a ver com o rebu, fiquei intrigado. Ele disse que iria orar pela paz. Olha o papo de novo. Aí deu um terremoto. Antes, porém, deu um aguaceiro em Mianmar, ali do lado.

Eu moro no Japão, seu dalai. Me esquece.

Fotos que eu gosto de bater

"Escatologia e Método" - 2008

Horrores on the road

Horrores on the road. Quase dá pra pisar na cara e limpar o casco nos dentes. Trilha sonora no talo com o 4o. Movimento da Nona de Van Beet numa clara alusão às laranjas mecânicas cotidianas e red jorros com trilhões de mitocôndrias morrendo. As notícias são populares, elitizadas, humanas e animais, agora on the road, on the grito, mudos, no seu site, na minha sala, ali no vizinho.

Minerar pra animar e depois vegetar.

Assim sendo, arrastei um menino pelas ruas da minha cidade e se eu vivo nela, ele, o menino, morre.
Pendurei uma filha de criação numa escada a poucos centímetros do chão com pimenta na boca e os dedos quebrados.
Joguei uma menina de um prédio bonitão até ela esborrachar cataplof.
Tive sete filhos com minha filha e um deles morreu. Tudo bem, boto fogo no defuntinho ali na estufa.
Desde Medéia não fazíamos nada igual.
Se um marciano me encontrasse num entreposto intergalatico, iria ter um troço.
Tem a penicilina, a pomada contra acne, a máquina de fazer café expresso caseiro, o pc e o carro híbrido. Tem dvd, surround sound 5.1, o Fellini e sutiã meia taça cor de vinho tinto.
Tanta coisa humana bacana e os caras fazem horrores on the road e at home, principalmente.
Mas é assim, se Medéia faz dois mil anos em agosto (mentira), as merdas fazem as notícias todos os dias (verdade). Democracia e liberdade de imprensa são assim, uns horrores.
Eu sei que sou bem filho da puta pra escrever cataplof e defuntinho. Mas não sou tão maior na putaria quanto os fiéis e familiares mancebos do terror.
Se marcar, hoje em dia, isso vira religião.
Semana que vem, qualé a próxima?
Aleluia é o caralho.

GOD SAVE THE NEI



Só porque acordei com o ego maior que a pele.
(Essa saiu na Folha entre 2002 e 2003, sei lá. Tibete e tal, mas nada olímpico).

Escreve, escreve

Hoje cheguei do trampo, encarei o computador e disse a mim mesmo que ia escrever, postar pelo mero vício de blogueiro.
Eis.
Mas a gente adia pra ficar pensando nisso enquanto adia.
Vi uma drag queen no Jô. Vi um fio branco semi-círculo no céu ensaiando pra ser lua. É a lua, mas sem aquele jeito de quem quer bolinar.
Eis.
Escrever tem essa maneira insensata de ir pensando e achar que pode ir indo. E que tudo será tão natural quanto um riacho. Mentira. A cada pausa, respirada e desviada dos olhos, um pensamento novo invade, filtra e tal. E cá estamos pensando em outra coisa diferente do que era pra ser no começo, bem antes mesmo do título.
To devendo uns postais pro Otávio. Falta de tempo, juro. Quer dizer, falar falar aqui posso, mas parar e lembrar dele, não. Mas a falta de tempo anda top. Piano, gente, piano. Tem encomenda de Southampton e Viena, Toronto e Singapura. Semana passada foi Málaga e Madrid.
Corre corre desenfreado que vale a pena porque é a minha vida.
Pode até ser tacanha, mas tudo nos conformes.
Eis. To relendo o Verdade Tropical do Caetano. Ando relendo muito. Reli Saramago, Eco e Gaspari. Isso quando não releio todos Asterix. Tem um Nobel na cabeceira, desses novos, tá no lado da Nanci, não sei o nome. O Caetano ainda me agrada mais. To ouvindo umas coisas do Molotov e Control Machete, esse porralocas chicanos hiphop duca.
E calma Otávio, os postais voltam antes que você possa dizer blueberry pie.
Não tão rápido, baby.

Paciências

Quando eu soube que o Luiz Fernando Veríssimo e o Chico Buarque jogavam paciência ao invés de trabalhar, fiquei tranquilo com relação à minha relação com esse jogo. A desculpa inevitável é que estamos distraindo a atenção do objeto, que é o texto. Chega a ser quase hegeliano. A pessoa que colocou esse jogo na primeira versão do windows e que tem sobrevivido aos avanços tecnológicos do programa mantendo-se intacto e igual, sabe o valor totêmico que tais cartas dispostas assim exercem sobre os jogadores. Aprendi a jogar paciência com a minha avó que também me ensinou pifpaf e maumau. Nas cartas de verdade, é possível roubar quando o jogo de paciência trava. A minha avó reembaralhava três vezes e reiniciava inocentemente o jogo, vencendo ao baralho, claro. No computador não, a gente perde e perde e ele fica ali, estável, desafiador, esperando teu clique no mouse. Esse desvio de conduta e atenção, enquanto descreve-se uma cena, uma fala de um personagem e passa-se ao jogo sem sentimento de culpa - ou carregado disso, mas inevitavelmente, jogando - é muito parecido ao que aconteceu ao Ronaldo e seus travestis. Parece nome de banda de rock. A idéia que eu tenho de um milhão de dólares é diferente da que ele tem. Não sei qual é a dele, mas sei qual é a minha, a inalcançável e utópica idéia que tenho dos sete dígitos na minha conta. E quando há uma idéia diferente da minha com relação a tal montante de grana, sua sexualidade vale o que você quiser, bêbado ou careta. A minha sexualidade vale o que eu quero, ainda nos seis dígitos. Mas deixar o texto de lado, a cena, a fala crucial de um personagem para ir jogar paciência na janela sobreposta do meu pc equivale a sair bêbado de uma boate e procurar ajuda sexual e emotiva de três travecas. Na verdade, engana que eu gosto, é isso. Agora, jogar no ventilador e negar quando todo mundo viu, é feio. Por isso, eu jogo paciência sim. Mas se tivesse um milhão de dólares ou mais, não iria pra farra com três travecas. Nada contra. É só uma questão de gosto, prefiro a paciência que minha avó me ensinou, roubando, inclusive.
Aliás, prefiro mulher.

Stripgenerator II
























Clica na imagem, é melhor (para o pior).



O computador salva casamentos porque enquanto a Nanci tá lá embaixo se embelezando para irmos a um casamento, dou uma navegada, jogo paciência etc.
E fico boquiaberto.
News, baby, news. Fui na BBC Brasil e deu nisso. Belgas e o museu da batata. Iranianos desnudando (ou não) a Barbie e britânicos com o lado feio da moda.
A BBC é séria, dizem. A BBC transmitia os discursos encorajadores de Churchill para os súditos bombardeados pelas V2 alemãs.
A BBC pirou. Ok, a Nanci tá linda e pronta. Mando fotos, é o casório do Honda, religioso e coquetel.
Não vai estar na BBC.

Pedro Bó

Claro, claro. Se a maioria da população é brasileira, qualquer coisa que acontece no Brasil vai dar uma maioria brasileira, estatisticamente. Se for dentro da embaixada da Ucrânia, não. Mas dentro da embaixada da Ucrânia é território ucraniano, então não conta.
Se a maioria da população brasileira é católica romana, vai dar Papa e hóstia e papa hóstia na cabeça.
Se cem mil brasileiros soltarem pum entre meia-noite e quatro da manhã no próximo equinócio, serão, estatisticamente, uma maioria de católicos fedidos. E brasileiros.
Se os mesmos cem mil forem ao Maracanã, a maioria será católica, carioca e gostam de futebol.
Se não forem, também, porém, não gostam de futebol. Ou gostam, mas pela tv é mais confortável.
Considerando que ligar o computador para ler uma bobagem como essa (aqui e na Folha) é um ato brasileiro, não-católico e apaixonado por futebol, releve.
A questão é observar a grande imprensa catando bobagem pela redação pra puxar o saco da CNBB e manter a porcaria dos abortos clandestinos como estão, porcos. Nada disso é confortante e melhora pra melhor.
Muita coisa no Brasil, estatisticamente falando, melhora pra pior. Até eu, estatisticamente falando. No caso pessoal, pioro pra melhor, é a velha teoria do efeito-defeito.

A VIDA DOS OUTROS (Alemanha - 2006)

Primeiro tem um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Depois tem uma cor magnífica.
Aí vem o texto: Nenhuma, mas nenhuma palavra é em vão.
Mas não terminou, o filme tem um ritmo único, difícil.
E concluindo, sutilezas, sutilezas.