Sobre a reforma ortografica

Entendo perfeitamente qualquer escritor portugues de dois seculos para ca, sem traducao para as plagas narrativas do lado novo do Atlantico. Nunca, por tamanha ignorancia ou tato, li um timorlestense ou um caboverdiano em poesia, prosa ou historia em quadrinhos. Nem publicidade. Quando ouco - raras - cancoes d'Angola, prefiro o ritmo, poucos, ao texto.
A maioria dos povos acima citados, pouco se leem e muito se ouvem. Ja estive com um angolano e entendi muito pouco do que ele queria me dizer, alegre, gesticulador e insuficiente. Por isso, nao sei se o entenderia melhor se escrevessemos igual as palavras com sons e significados diferentes.
E se espanhois de Iberia e America sao iguais, nao me atina em nada. Sei que pendejo em Lima e' safado e em Assuncion e' moleque. Nem em Lima ou Assuncion sabem da milonga de Buenos Aires. O idioma e' seu, nao dos donos de editoras ou enrugados de academias.

O politicamente correto e' a idade media do mundo pos-placa de memoria. Cuidado com o Torquemada do seu quarteirao, ele pode estar te lendo!

Um comentário:

Leela disse...

Te indiquei para um selo. Passa no meu blog para pegar, ok?

Beijo.