Joelho ralado no asfalto

Um babacas bateram em paquistaneses no centro de Londres num dia desses. Se fosse no bairro de Whitechapel que cheira a curry e todos vestem suas túnicas, alguns carregam seus tapetinhos para as cinco orações do dia, nada dia teria acontecido.
Lembro de subir as escadas da estação do underground e dar de cara com um imenso prédio dos correios. Atrás dele uma mesquita misteriosa e ensolarada. Me senti em Islamabad.
Bateram por bater. Nem sentido político pós 11 de setembro havia na questão. As pessoas agridem porque é legal arregaçar a cara do mancebo na esquina.
Tão importante quanto isso é saber se o Mano vai entrar com dois ou três atacantes nesse domingo contra o Peixe lá no Pacaembu. Isso fragiliza o miolo do campo e a zaga.
E como se não houvesse uma corrente de relações entre coisas tão diferentes nesse mundo cão ou pão-de-ló, os ingleses inventaram o futebol, o Corinthians chama-se assim por causa de um team inglês que veio jogar no Brasil em 1910 e sempre tem porrada nos estádios.
Nem santistas e nem corinthianos são hooligans e ou paquistaneses, mas tudo parece ser um balaio de humanidades x neandertais por causa da bola - ou da fé.
Vou até ali ver a roupa no varal, ver se salvo meia dúzia do temporal.

2 comentários:

Abel disse...

Não sei se tem a ver, talvez tenha tudo a ver, talvez seja por isso mesmo, o slogan da empresa supra-sumo do hightec de consumo é "Pense diferente". Pense diferente para quê? Diferente de quem? Do concorrente da ditacuja?

LuMa disse...

Apenas sobre o paquistanês que levou a pior. Não existe carrasco pior que aquele que um dia foi oprimido. Veja só, é o que muitos bolivianos do Bom Retiro passam nas periferias de Sampa. É ou não?