Na cabeceira

To lendo um livro do Dan Brown, o cara do Codigo Da Vinci. E' o Ponto de Impacto (Editora Sextante) . Parece seriado dos anos 60, 70. Daqui uns 3 capitulos o Spock, John Boy Walton ou Mac Gyver aparecem special guest.

Teve uma participacao do Tarantino atuando e dirigindo um episodio no seriado Alias, com a protagonista Jennifer "boca de biquinho" Gardner. Putzasgrilas, melhor que o seriado todo, cara.

Pra quem nao sabe, Spock e' do Jornada nas Estrelas, John Boy e' da Familia Walton e Mac Gyver e' do Profissao: Perigo.

Tava lendo uma antologia de contos irlandeses (Editora Olavo Bras). O legal e' que parece que todos os autores escreveram bebados de Guiness e whisky barato.
Tem tambem o fato de que em todos os contos imaginei as cenas em preto e branco, mesmo nas descricoes de cores.
Se liga, um trechinho de "O Fundo da Terra e o Fundo do Mar", de Mary Lavin:

"- Teceram uma mortalha para Ruairi Dubh entre a hora em que os barcos se fizeram ao mar para procura-lo e a hora em que voltaram sem noticia alguma, quando o mar ja estava verde, a luz do dia - disse a velha".

Arrebatador, nao? E o verde do mar e' cinza.

Esse Dan Brown curte uma ficcao cientifica recheada de marmeladas embasadas em dados e fatos reais. Mas uma tremenda marmelada, seu Dan.
Run Forrest, run e deixa o graal pra la.

Acho que estava na hora das editoras brasileiras que detentam em suas agendas os grandes escritores brasileiros, vivos ou mortos, comecarem a fazer isso, antologias para outros povos nos verem de modo diferente. Joao Ubaldo em chines, Mario Quintana em bulgaro, Bandeira em ingles, Verissimo em alemao, Chacal e Torquato em japones para eles verem que o Brasil nao e' so bunda, tiroteio, futebol, pobreza de Walter Salles, queimada na Amazonia ou Paulo Coelho.

A Camille Paglia disse na entrevista amarela da Veja que o negocio agora e' Daniela Mercury.
So porque eles elegeram o campeao mundial por la, nao precisa queimar o filme por aqui. Realmente, esse som baiano e' pra gringo de cintura dura. E meio surdo ou bobo. Mas a Camille nao se encaixa em nada disso. Entao fudeu.

A mpb anda meio Dan Brown mesmo, uma marmelada. Ou Mallu, ou Camelo. Dos males o pior, os dois juntos.

5 comentários:

Erika disse...

Ótima miscelânia, Nei. Também sou a favor das coletâneas internacionais com os nossos grandes escritores. Beijo.

Dani (ela) disse...

li tb as amarelas. e por aqui, a Daniela está bombando.

olha Nei, no que ela faz, é uma artista a pourra. mistura ritmos, absorve influencias, até colocou um balé em cima do trio, ela dita sabe?

fez homenagens a antigos e esquecidos músicos baianos... claro que tudo com muito patrocinio e bla bla bla...

em cima do trio aqui, na época momesca, tinha coisa que me fazia tanta vergonha que dava vontade de ir pra pia... ela era bonito de ver.

:-)

Kenia Mello disse...

Dan Brown é fraquinho demais, mas tem uma narrativa que prende e por mais que a qualidade seja duvidosa, você sempre quer ir até o fim pra confirmar mesmo se algo pode acontecer e mudar a sua opinião. Mas isso nunca acontece. :)

TARCIO VIU ASSIM disse...

Tem uma tirinha impagável do MALVADOS (todas são ótimas, aliás) com o capeta no inferno dizendo que as trilhas sonoras de novelas são feitas por lá e que as músicas que não servem nem pra isso, eles mandam para o carnaval da Bahia. Axé. :)

Emerson disse...

os livros do Dan Brown são todos gincanas mesmo. e esse ponto de impacto é fraquinho, fraquinho.