AFTER EMPILHADEIRA

O livro, a carteirinha e a minha cara de empilhador profissional.

São gêmeos, duas bolinhas de vida pulsando na vida do meu chapa japonês.
O brazuca que está no curso copiou esses garranchos do livro acima. Tudo é uma questão de passar a bola, girar o jogo, movimento, constância, coletividade. Ele vai se dar bem.
Me dei bem, passei no exame prático sem erro, ponto máximo e fui elogiado no exame teórico. A prova é a carteirinha com a minha cara empilhada.
A essa hora, o Nescafé extra forte deve estar impregnando a casa, a vida do Imada, o japa chapa.
Aqui tem café, mas agora rola um chai indiano. Acho que é, tem um Taj Mahal na embalagem.
É, vou fazer um curso básico de enfermagem e cuidar de velhinhos em asilo. Mas e a empilhadeira? Não sei, e se depois de enfermagem eu resolver ser sushi man ou Ultra Man? Ou cantor de boleros ou auditor da secretaria das finanças do município?
Essa relação da pilhéria tropical com renascentismos múltiplos gera uma tremenda satisfação. Ulalá.
* No fundo de tudo, PIRATAS DO TIETÊ - ano II, 13. Cara, era Cr$ 5,000 - como se lê isso?

3 comentários:

Bem disse...

Naquela época a revistinha custou Cinco Mil Cruzeiros. Depois virou Cinco Cruzeiros Novos, Cruzados, daí Cruzeiros de novo, depois URV pra chegar no Real

Gilson Santos disse...

Sou mais fazer um curso de guindaste, melhor que enfermeiro vai por mim. Ja imagino os velhinhos correndo pelo corredor com suas cadeiras de rodas gritando...
- corre , corre ele chegou!!!!!

Emerson disse...

Acho que é cinco Cruzeiros (moeda que vigorou no Brasil entre 1970 e 1986 até ser substituída pelo PMDB do Sarney, digo, pelo Cruzado do Funaro) porque, apesar dos 3 zeros, acho que o Brasil nunca usou a vírgula como separador de milhar. Parabéns pelo empilhamento!