Chegou!

Caem muros, governos, déspotas, ditadores, constituições. Só não cai a idéia. Jamais.

Por causa da crise financeira mundial (essa ai mesmo, essa que já encheu o saco), o governo japonês resolveu dar a todo mundo que está com o registro residencial em dia, uma ajuda de 12 mil yenes, que dá uns 240 reais.
Dar.
Para quem tem mais de 60 anos e menos de 18 anos, a ajuda é de 20 mil yenes, uns 400 reais.
Tem ainda uns adicionais para crianças em idade pré escolar. Mais grana.
Dar.
Aqui em casa chegou o cadastro para preencher e mandar de volta com o número da minha conta corrente. Daqui um mês cai na minha e na conta da Nanci.

Você pode perguntar: Mas o Nei não é estrangeiro?
Sou. Somos. Mas a a gente paga imposto, faz o capital girar e ainda produz. Nada mais justo repartir o pão por igual.

É a primeira vez que vejo o socialismo chegar pelo correio.

4 comentários:

SÃO PAULO URGENTE disse...

Igualzinho aqui!!!!

LuMa disse...

É surpreendente...
Minha escarsa formação não permite arriscar uma previsão de qto isso seja positivo na recuperação(ou manutenção) da economia, mas de uma coisa tenho certeza: é uma medida que deixa qualquer acadêmico pirado. Na falta de exemplos reais, o Estado japonês - dentre os mais ferrenhos capitalistas - deu um megapasso ao se aproximar dos países escandinavos! O Estado se fez presente. E isso resume todos os ideais.

SÃO PAULO URGENTE disse...

Aqui, por enquanto, só as contas e cobrança de impostas são socializadas também pelo correio. A boa fatia do bolo ainda não chega aos brasileiros numa cartinha assim...

Besos,

Flaviana

Abel disse...

O senador Suplicy há algum tempo defendia a criação do imposto de renda negativo (parece que chegou a apresentar projeto no senado). Estabelecer-se-ia um piso de renda e no caso da declaração de renda abaixo desse piso a Receita cuidaria de pagar ao cidadão a diferença. Seria instituída a renda mínima do cidadão, quantia mensal paga pelo estado a todos, independentemente da atividade, profissão ou classe social. Nunca vou entender o porquê do senador abandonar o assunto que lhe garantiria lugar na História. O meu raciocínio para ser favorável à idéia é: nossos antepassados trabalharam para a atual riqueza do mundo que, se distribuída com respeito ao seu suor, nos garantiria a todos os seis bilhões de descendentes uma vida com casa, comida, saúde, educação e conforto básicos. Se não é assim é porque essa riqueza está propriedade de aparelhos estatais, bancos e toda sorte de ladrões. Mas a maioria dos roubados acha que em se instituindo essa condição fundamental para sermos chamados de civilização, estaríamos garantindo boa vida a quem não gosta de trabalhar. Não consigo imaginar hecatombe suficiente para fazê-los raciocinar a contento. A renda mínima do cidadão põe fim à vida vinculada ao trabalho profissional, princípio burgês de efeito mais do que predatório adotado pelo socialismo marxista e causa do fracasso deste.