Manias, tias

De uns dias pra cá, fui pegando uma certa distância de café, do cafezinho diário.
É a idade, acho. Paladares.

No entanto, numa cafeteria bacana de um shopping local, comprei duas caixinhas de chás de marca indiana made in England, lichia e jasmim. Além do mate, camomila e verde que já tinha em casa.

Gosto de trazer a canecona e ir bebericando enquanto escrevo. O café logo esfria e fica um puá.
Chá não. Pode esfriar que continua tragável.

Além do after taste do café que só curava com um cigarro. Na verdade piorava, mas vai explicar isso pra fumante.

Como diria Jim Jarmusch, "café e cigarro, o lanche dos campeões". Assista "Cortina de Fumaça", ele diz isso pro Harvey Keitel.
Hoje em dia, ex-fumante há 2 anos, 4 meses e 20 dias, ainda bate uma vontade sincera.
Dizem que essa síndrome de abstinência é igual à da heroína. Que merda, hein?

Foi assim, num dia 10 de novembro resolvi parar de fumar. Peguei os maços, isqueiros e cinzeiros e botei num saco, tudo pro lixo. Por alguns meses, parecia que meus olhos só viam quadros de Bosch por todo lado.

Passou, é o que parece. Mas como eu disse, de vez em quando aparece um mini diabinho com um garfinho de bolo pra cutucar minha consciência e dizer acende, acende.
Vade retro, Luciferzito.

Um comentário:

LuMa disse...

Nei, sintonia incredibile questa... Mal comecei a ler o post e me veio a cena do doidinho Benigni do "Café e Cigarros", seguido de "Smoke" de W. Wang, para te encontrar no parágrafo seguinte. Só faltou a voz rouca de cigarros do Tom Waits como trilha sonora pra te provocar uma recaída(rs)...

Tem que ter convicção pelo que fez, parabéns. Em off, não é fácil renunciar a esse lanche dos campeões. Abraços!