Coisas da fé

Havia um monge beneditino chamado Dom Bernardo e a gente sempre conversava sobre as coisas da fé. Eu dizia que duvidava da existência de deus. Ele dizia que a dúvida era o motor da minha fé. Eu tinha 17 anos.
Cristãos estúpidos lhe metem medos que só curam com mãe de santo.
Cristãos fervorosos lhe metem todos os dogmas até as pregas ficarem lisas.
Cristãos inteligentes citam Santo Agostinho, no mínimo.

Quando descobri que a madeira horizontal da cruz chamava-se patíbulo, achei estranho porque para mim só existia o conjunto da obra, ou seja, a cruz inteira, o objeto por si só.
A cruz é tão simples como um círculo, é apenas uma linha vertical cruzando com uma horizontal. O círculo é mais fácil ainda, vai e volta.
Uma vez, um amigo comunista me disse que era óbvio que a igreja católica desse certo por causa do marketing com o logo perfeito: a cruz - e fez com as mãos, um pau assim e outro assim e só.

Não discuto o amor, a caridade e nem Jesus. Isso é coisa de gente grande. A questão toda é só a fé.
Em que mesmo?

3 comentários:

LuMa disse...

Ironicamente, os católicos em especial, acreditam que caridade, amor ou fraternidade sejam prerrogativas apenas dos bons cristãos. No Brasil, vícios de linguagem como "Deus lhe pague","ele é honesto e muito religioso", "Deus me deu", etc, são expressões mágicas que absolvem tudo, encerram tudo e fim de papo. Fica subentendido um perdão preventivo. Putz, a conversa vai longe...e são 9 da manhã.

Gustavo disse...

ter fé é mais fácil.
teoricamente.

SÃO PAULO URGENTE disse...

Os comunas emplacaram com a Foice e o Martelo Eh..Eh..Cruzados!!!!