Fé nas coisas

Não acredito em pilhas e baterias. As pilhas são coisas que dão vida aos produtos eletrônicos. Elétricos e eletrônicos são a mesma coisa só que uns são na tomada, outros levam pilha. Pobres lanternas, por seu design desfavorecido, levam pilhas no bumbum.
Não acredito nas pilhas pois deveriam durar muito mais já que são a razão da vida para as coisas se mexerem, iluminarem, tocarem música, etc. Pilhas são coisas que ainda não estão completas, falta-lhes o essencial - a seus fabricantes, claro - que é a vergonha na cara.

Nem me venham com baterias de carro. Estas sim são o grande engodo do motor do carro desde Henry Ford. As bateria de carro são realimentadas por alternadores enquanto o motor está ligado e todas têm prazo de validade. Ora, se são alimentadas por um motor de um automóvel, são, por definição e obrigação, autosuficientes. De fato, uma mentira.

Ainda não entendi a mecânica dos painéis solares. Nada. Dizem que é uma fonte barata de energia. Ok, veja o orçamento pra instalar um no telhado.

Produtos longa vida duram meses. Com um nome desses, deveriam durar décadas e com um selo: a prolongar.

Energia elétrica, choque, fio desencapado. Alguém me explica porque?

De tudo que aconteceu desde o Sputnik até agora, o mais interessante para os outros 6 bilhões de mortais é o suco Tang, que vá lá, é ruim. Mais que as fotos do Hubble, mais que um carrinho em Marte, mais que Neil e Aldrin na lua.

Eu amo assistir esporte na tv. Futebol, atletismo e sumô são meus favoritos. Mas depois de quinze minutos vendo aquilo, começo a divagar. Piro. O que eles estão fazendo, de fato? Lançando dardos mais longe com qual necessidade? Uma cronica de Luis F. Veríssimo não é mais importante que este gol? Pular na água e sair dando braçadas alucinadas são importantes para a humanidade?

Porque estou me mandando à merda?

4 comentários:

Gustavo disse...

adoro.

e confesso, só com tua crônica que entendi a diferença entre elétricos e eletrônicos.

nunca tinha parado pra pensar, na realidade.


pilhas não duram
não duram
não duram
mais do que uma ida até o vale
de agronomia.

josue mendonca disse...

o que é importante??
uma coisa que acho engraçada aqui no Brasil é que, embora esse país tenha tantos probleamas, a grande imprensa induz o povo a ficar pensando e discutindo os problemas lá do oriente médio..
talvez seja até importante, ok. mas a prioridade não seria discutir os nossos próprios problemas?

SÃO PAULO URGENTE disse...

Ah Mas tem as recarregaveis...Que saco não...

Kenia Mello disse...

Ando atracada com O Nariz de Veríssimo. Teoria do discurso narrativo anda me deixando doida.
Beijos.