Brastemp, Prosdócimo e Consul fazem gelo

Hoje fui ao Consulado do Brasil resolver umas papeladas. Quase nunca vou. Antes de hoje, fui há três anos.
Alguns documentos são possíveis de serem recadastrados anualmente pela internet, tipo CIC e outros eternos, tipo RG, são eternos.
A renovação do passaporte pode ser feita pelo correio, uma inovação do consulado para facilitar a nossa vidinha.
Faz muito tempo que não voto e nunca justifiquei nenhuma das ausências. Meu título de eleitor é uma piada democrática.
Perdi meu Certificado de Alistamento Militar e nada, acreditem, nada aconteceu. Nem mesmo uma guerra.

Mas só fui lá levar uma pessoa para fazer uma procuração e fomos - como sempre - mal atendidos feito porcos com gripe. Vidinha, certo?
Os funcionários do Consulado são contratados locais, despreparados para atenderem gente como eu que não sabe nada de burocracia.

A única burocracia que aceito é O Processo, de Franz Kafka e Todos os Nomes, de José Saramago. A vida real, seus carimbos e autarquias são um suicídio cartorial.

Mas sei que o nome da energúmena que me atendeu é sabedoria em grego e se contradiz na semântica, no espelho do banheiro - desde que nasceu.

Essa gente não sabe que Otto Lara Resende e Carlos Drummond de Andrade foram funcionários públicos. Honrem essa função por eles, pela idéia de Estado, Pátria, a casa do caralho, que seja.

Honrem seus salários, atendentes, e pelo menos, atendam bem.

2 comentários:

LuMa disse...

"Você sabe com quem está falando?" (rs)

* No caso aquí, as travestis se encarregam de chiliques nos guichês pelos mais humildes.

Dani (ela) disse...

somos todos desejosos disso.

imagina aqui...

^^