Fotos que eu gosto de bater

A cada duas semanas é a coleta de garrafas pet, latas e vidros. Lâmpadas não.
A reciclagem e a coleta racional do lixo melhoram tudo, a paisagem, o ar, a agenda e o cotidiano.
A tampa e o rótulo da garrafa pet não são iguais ao plástico pet e por isso as autoridades lixeiras pedem que sejam jogados separados no mesmo dia de saco plástico e isopor. 99% das pessoas fazem isso.
Eu sei porque a cada quatro meses tenho que assinar o livro de presença do fiscal do lixo do bairro. Agora só em setembro.

Lixo orgânico nas terças e sextas, pets nas segundas, pilhas e pequenos eletrônicos nas quartas e plásticos e isopores nas quintas. Aqui na regional leste é assim, em outros lugares é diferente.
Para jogar coisas grandes, tipo um sofá, há tres opções. Ou alguma loja de reciclados vem buscar para reformar e revender ou você liga para a autoridade lixeira e agenda a coleta. Eles veem buscar o trambolho supérfluo. Tem um precinho no trampo.

Pode ir até lá na central das autoridades lixeiras para levar o trambolho, é grátis e também precisa agendar. Uma vez eu fui.
Tem um buracão de concreto como se fosse um prédio sem miolo. Uns 10 andares no chão. Encosta o carro de ré, abre o portamalas e começa a jogar. Não pode ser nada orgânico.
Lá de cimão aparece uma garra enorme rangendo e ganindo meio Star Wars, meio Blade Runner, pega as coisas e joga numa prensa lateral que maceta até virar um cubo que é vendido para as indústrias de reciclagem que vão fazer sei lá o que.

Sujeira é matéria fora de lugar, só isso. Aqui no Japão não existem garis ou lata de lixo coletivo nas ruas porque ninguém joga lixo na rua. Aqui, ali, ok, mas a maioria cuida. Tampouco ninguém lava a calçada com mangueira, uma varridinha e tá novo.

Uma diferença marcante para o brasileiro que vem morar no Japão é que aqui a rua é de todos, todo mundo cuida. No Brasil, a rua é de ninguém, então que se dane.

2 comentários:

LuMa disse...

Nei, este poço para trambolhos eu não sabia. Que fim será que levam? Me lembrei de um artigo que lí, lá pros anos 80, de que a Prefeitura de Xangai estava aceitando doações de quaiquer bens usados das prefeituras japonesas. Se não me engano, a Prefeitura de Tokyo determinava que o tempo de vida de sua frota de caminhões de lixo era de 3 ou 4 anos, antes de trocá-la com novos veículos(por motivo de segunraça pública). Mesmo funcionante e em perfeito estado, a prefeitura mandou fazer uma revisão geral de sua mecânica, lavou-a, consertou eventuais arranhões e só então doou a frota para a prefeitura chinesa. Creio que é naquele gesto que se esconde o código de honra deste povo. Beijos!

Abel disse...

Esse prensador de tralha, se for sem triagem é terrível. Convido pruma visita no meu blog de um post só http://acasaecologica.wordpress.com/