Basbaques na centrífuga sem tampa

Somos profissionais com ardor e pendor de amador. Amateur, como dizem os pornográficos.
Os basbaques tornaram-se babacas e espalharam-se pelas pradarias feito grama e erva daninha.
Os melhores babacas são os ruminantes canibais que devoram-se uns aos outros com a satisfação jamais alcançada pelo profeta Jagger.

Os bons babacas são os quadrúpedes que pisam nesse gramado insípido e desesperado.

Babacas sempre são os felizes, repare. E sempre se superam no dia a dia, não só uns contra os outros, mas por si só, num aperfeiçoamento darwiniano.
Ao final de um ano, estão 365 vezes melhor. Não há descenso e o céu é o limite. Toda manhã alimentam-se de pasta de dente, espelho e mira telescópica.
Snipers, homens-pernilongo, bolha no calcanhar.

Geralmente me afasto prontamente de um babaca evoluído pois estando ele no topo da cadeia alimentar, devorará a minha babaquice e serei emudecido e desnudado por infinitos - parcos -minutos.

Escrevi tudo isso pra dizer que o babaca mais recente que encontrei, ficou minutos conversando comigo em japonês e no final, revelou-se brasileiro.
Acreditem, eles existem, nascem de parto normal e cesariana, estão quase todos aqui e moram perto.
Se há um motivo para acreditar que os serial killers são necessários para qualquer coisa na sociedade, na civilização humana, pode estar à sua frente.

3 comentários:

rnt disse...

"Acreditem, eles existem, nascem de parto normal e cesariana, estão quase todos aqui e moram perto."

hhahaha que ódeo.

Abel disse...

Às vezes fica impossével ficar sem elogiar o texto. E a questão é que parece haver nesse mundo uma extrusora de basbaques fora do parto normal e cesariana.

TARCIO VIU ASSIM disse...

Quanto mais envelheço, mais facilmente percebo a abundância de babacas ao meu redor.
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E, Nei, não se iluda, não há serial killers que dêem cabo dessa praga!