Gotas de Pinho Alabarda

As Gotas de Pinho Alabarda era um saquinho verde que tinha umas balinhas de menta com açucar cristalizado grudento que derretia no calor e sempre vinha uma frase num stamp pra grudar nos lugares. A bala e o stamp eram bem ruins.
Vinha frase de gente famosa, do Águia de Haia, de Victor Hugo, Lobato.
Eu lembro de uma do Victor Hugo porque fiquei preocupado com um monte de coisas e virei católico romano fervoroso por alguns pares de anos por conta disso. Bom, eu tinha 14 anos:
"A consciência é a prova da existência de Deus no homem".
Bueno.
Tem outra que era qualquer coisa assim, mas não lembro do autor:
"Prefiro a verdade dos mentirosos à mentira dos sinceros".
Acho que é discurso de ganhar o Oscar ou posse de carteirinha do Rotary Club ou mesmo de recebimento de faixa presidencial.

Mas tá lá, 40 anos de Apollo 11, hotel destruido por terroristas em Jacarta, novos virus nos nossos pcs e Luis Ignácio, Fernando de Mello e José Ribamar se elogiando politicamente.

É a grama beijando o cu da zebra beijando o cu do leão que lambe o cano da espingarda.
E com o dedo indicador no gatinho está a tal consciência do Victor Hugo.
Um dedo. O outro, seja criterioso.

2 comentários:

SÃO PAULO URGENTE disse...

Ainda existem...E ainda vem figurinha...AMAR É. Vendem nos ônibus agora o cara deixa no seu colo e vai lá na frente jogar o xavéco...

LuMa disse...

Ahhhhh, "Gotas de Pinho", mondiê, que saudades dos tempos em que eu não refletia nada. Se não pensar é ser feliz, tá explicado o porquê do brasileiro ser um sujeito feliz. Collor? Ribamar? E quem são? Minha última permanência no país foi feliz. Não pensei, não postei e nem vou postar até sair do coma...