Verão no norte

O que irrita no verão não é essa meleca de grude, nem o calor nômade do deserto do Kalahari, nem o vigor físico beirando o estado de coma, nem os insetos voando e se rastejando pela vida, nem as pessoas felizes.

Nem o meu micronazismo que se manifestou ontem na total eliminação do formigueiro que estava se instalando embaixo da minha escada. Tem um veneninho que deve ser doce pois as formigas carregam pra dentro do buraquinho e puf, depois de alguns dias, somem todas. Ou estão montando a contra-ofensiva. Essas formigas da Disney não sabem da minha esquizofrenia Gotham City. Vem, antz.

O que irrita pracaray é esse sol em estado de autopromoção, todo bambambam se achado o astro-rei brilhando feito um diamante na cabeça da princesa Sissi da Áustria.

Como brilha e esquenta!

Eu quero botar uma camiseta preta com uma banda de rock dos anos 80 no peito e uma camisa de flanela por cima.
Se alguém tiver o telefone do Inverno, me manda. Eu ligo e vou.
Falta grana, mas sobra intenção.

3 comentários:

rnt disse...

hahaha metáforas geniais

SÃO PAULO URGENTE disse...

Eu fujo do inverno...Deus, morei na Bahia...

TARCIO VIU ASSIM disse...

Sol. Verão. Calor. Odeio tudo isso. São 300 dias por ano, todo ano, no sertão.