NIHONGO NO GAKKO (Escola de Idioma Japones)

Alunos na lousa escrevendo o próprío nome em japones. O meu tá por ali.

Estou estudando japones num intensivão promovido pela prefeitura de Hamamatsu, HICE (Associação de Intercâmbio Internacional) e algumas ONGs.
Totalmente grátis, curso, professores, local e material didático.

Falar, eu já falava. Já passei pela fase de falar japones de índio, coisas como mim quer tocar ou a gente somos inútius. No entanto, não sabia ler e escrever como manda o figurino.

Eu queria aprender até chegar no ponto de ler Ryunosuke Akutagawa no original.

Ou mesmo entender AKIRA, o anime. Porque ó, pff.

BLOGS - O teu, o meu, os deles

Quando li um blog pela primeira vez - foi da minha prima Maíra - e ela me explicou como aquilo funcionava, logo criei um. O primeiro durou pouco tempo, tinha um nome imenso, deletei e criei o Arte Mútua que é anterior a esse e com uma única diferença, nesse aqui eu raramente publico poesias porque tenho não escrito nada de uns tempos pra cá.
O Arte Mútua durou uns 5 anos.
Me googlaram e reencontrei vários amigos.
Um deles me disse: Cara, imagina isso quando a gente tinha uns 17 anos! Pensando, obviamente, em toda capacidade midiática que um blog possui (quase nada, se for igual a um corsário efêmero) e nos vôos criativos que tínhamos no começo da blogosfera. Hoje banalizei, banalizamos, a gente bloga por hábito.
Não é nossa culpa, o mundo anda assim. Mas é legal porque é assim.
Ele disse isso já faz alguns anos e pensei nisso hoje, lavando a louça - eu sempre penso muito lavando a louça (?).
Se eu tivesse 17 anos e com essas ferramentas na mão, faria um blog rock-pornô-comunista-corinthiano.
Com 17 anos eu só pensava em rock, sexo, Trotsky e futebol, especificamente, no Timão.
Na manhã que completei 18 anos, me recordo, só pensei numa coisa: Se eu fizer merda, não vou mais pra Febem, vou pra cadeia.
Passei incólume pelas duas. Mas to aqui no Japão, na ilha grande.
E isso deu em blog e continuo pensando em rock, sexo, Trotsky e futebol, mas ao invés de fazer um blog inteiro com todas essas maravilhas, só escrevo e tento passar o recado.
Que é nenhum.

Gotas de Pinho Alabarda

As Gotas de Pinho Alabarda era um saquinho verde que tinha umas balinhas de menta com açucar cristalizado grudento que derretia no calor e sempre vinha uma frase num stamp pra grudar nos lugares. A bala e o stamp eram bem ruins.
Vinha frase de gente famosa, do Águia de Haia, de Victor Hugo, Lobato.
Eu lembro de uma do Victor Hugo porque fiquei preocupado com um monte de coisas e virei católico romano fervoroso por alguns pares de anos por conta disso. Bom, eu tinha 14 anos:
"A consciência é a prova da existência de Deus no homem".
Bueno.
Tem outra que era qualquer coisa assim, mas não lembro do autor:
"Prefiro a verdade dos mentirosos à mentira dos sinceros".
Acho que é discurso de ganhar o Oscar ou posse de carteirinha do Rotary Club ou mesmo de recebimento de faixa presidencial.

Mas tá lá, 40 anos de Apollo 11, hotel destruido por terroristas em Jacarta, novos virus nos nossos pcs e Luis Ignácio, Fernando de Mello e José Ribamar se elogiando politicamente.

É a grama beijando o cu da zebra beijando o cu do leão que lambe o cano da espingarda.
E com o dedo indicador no gatinho está a tal consciência do Victor Hugo.
Um dedo. O outro, seja criterioso.

Los DAY bY daY


Não odeio o verão.
É que a cada ano ele vem ficando cada vez mais boboca.

Verão no norte

O que irrita no verão não é essa meleca de grude, nem o calor nômade do deserto do Kalahari, nem o vigor físico beirando o estado de coma, nem os insetos voando e se rastejando pela vida, nem as pessoas felizes.

Nem o meu micronazismo que se manifestou ontem na total eliminação do formigueiro que estava se instalando embaixo da minha escada. Tem um veneninho que deve ser doce pois as formigas carregam pra dentro do buraquinho e puf, depois de alguns dias, somem todas. Ou estão montando a contra-ofensiva. Essas formigas da Disney não sabem da minha esquizofrenia Gotham City. Vem, antz.

O que irrita pracaray é esse sol em estado de autopromoção, todo bambambam se achado o astro-rei brilhando feito um diamante na cabeça da princesa Sissi da Áustria.

Como brilha e esquenta!

Eu quero botar uma camiseta preta com uma banda de rock dos anos 80 no peito e uma camisa de flanela por cima.
Se alguém tiver o telefone do Inverno, me manda. Eu ligo e vou.
Falta grana, mas sobra intenção.

A gente mentindo, a lua e tudo mais

Ontem comemoraram os 40 anos da nossa chegada na Lua. Eu digo nossa porque mesmo não sendo norte-americano, não gostando de voar e sem jamais ter chegado perto do Cabo Canaveral, eu acho que o pequeno passo de Neil Armstrong é de todo mundo mesmo, é o tal salto da humanidade.
E tem gente que quer cortar o barato e dizer que é uma mentira bem feitinha pelo governo Nixon e pelos estúdios de Hollywood com direção de Stanley Kubrick.
Mas nem mentir direito o governo Nixon sabia, vide o caso Watergate.
Mas o tal salto da humanidade serviu para que?

Se tudo isso for veramente uma mentira, que belo engodo a história deve carregar e a gente levar nas idéias.
Mas de tanto dizerem que do outro lado do Atlântico estava o Eldorado, o Paraíso Terrestre e mais teluricamente, as Índias, Colombo conseguiu a grana e os navios para chegar bem perto de um grande foco de malária e febre amarela, isso sim.
Uma pá de gente com uma imaginação muito fértil e papo bom.

Tem um grupo de malucos que acha que a terra é plana e outro tanto que acha que Elvis está vivo e ainda mora no segundo andar de Graceland.
Mas para que Elvis estaria vivo? Para fazer de conta que morreu?

Pré Capitalismo, pós Babá

Anuar ou Anwar (antes da reforma) tinha uma idéia bacana sobre uma corporação, uma associação de cérebros talentosos.
Seria ele e outros 39 homens pré escolhidos do vilarejo que fariam um grupo bastante homogêneo em seu claro e evidente objetivo final: ficar rico.
Anuar contou ao seu melhor amigo, Ali Babá.

Anuar sumiu, Ali Babá, todos sabem, ficou famoso além fronteiras pela eternidade e nunca mais se soube dos 40 coadjuvantes.

Imoral da história: Não confie no cara da mesa ao lado. Nem se numa manhã fria, ele te trouxer um Starbucks Premium com caramelo, canela em pó e creme.

Basbaques na centrífuga sem tampa

Somos profissionais com ardor e pendor de amador. Amateur, como dizem os pornográficos.
Os basbaques tornaram-se babacas e espalharam-se pelas pradarias feito grama e erva daninha.
Os melhores babacas são os ruminantes canibais que devoram-se uns aos outros com a satisfação jamais alcançada pelo profeta Jagger.

Os bons babacas são os quadrúpedes que pisam nesse gramado insípido e desesperado.

Babacas sempre são os felizes, repare. E sempre se superam no dia a dia, não só uns contra os outros, mas por si só, num aperfeiçoamento darwiniano.
Ao final de um ano, estão 365 vezes melhor. Não há descenso e o céu é o limite. Toda manhã alimentam-se de pasta de dente, espelho e mira telescópica.
Snipers, homens-pernilongo, bolha no calcanhar.

Geralmente me afasto prontamente de um babaca evoluído pois estando ele no topo da cadeia alimentar, devorará a minha babaquice e serei emudecido e desnudado por infinitos - parcos -minutos.

Escrevi tudo isso pra dizer que o babaca mais recente que encontrei, ficou minutos conversando comigo em japonês e no final, revelou-se brasileiro.
Acreditem, eles existem, nascem de parto normal e cesariana, estão quase todos aqui e moram perto.
Se há um motivo para acreditar que os serial killers são necessários para qualquer coisa na sociedade, na civilização humana, pode estar à sua frente.

Óculos

Fiz uns óculos novos, somente para leitura.
Antes estava assim, no meio da segunda página já queria ligar pra editora reclamando da letra pequeninha.

Agora me sinto melhor. Dependendo do livro, no primeiro parágrafo já quero ligar para a editora para reclamar das árvores inutilmente mortas por causa de alguns autores.

As vezes só temos uma chance mesmo

Esse tipo de coisa se diz depois de uma grande tragédia ou numa segunda-feira chuvosa depois de um domingo ensolarado quando o figura passou o dia inteiro deitado no ar condicionado lendo gibis antigos com preços em cruzados novos pensando daqui a pouco eu vou daqui a pouco eu vou daqui a pouco eu vou sim.

1) Já é segunda-feira e pensando bem, isso é uma tragédia.

2) Pensar celsius e fahrenheit sempre dá em coisa quente.

A sede absurda que bate depois de sair do mar, encharcado, boca salobre e na toalha a garrafinha com três dedos no fundo com pepsi quente, na temperatura da areia.
De onde o figura está, quinze minutos a pé, considerando recolher as traquitanas, a areia escaldante e atravessar a rua, há uma máquina automática de refrigerantes por 120 yenes ou um dólar, com uma variedade que vai do chá verde gelado ao guaraná japonês ou tubaína de gringo. Tem coca gelada e água mineral de uma fonte do extremo norte de Hokkaido.
O figura bebe da pepsi fahrenheit gênero deserto da Austrália ao meio dia e ainda reclama da vida.

Não passar protetor solar. Nem azeite de dendê, óleo de soja, coppertone, nada. Só a natureza, o epitélio, areia, sal e sol célsius gênero sol fahrenheit.
O figura reclama que está ardendo, que está com febre interna.
Alguém já se deu conta que nao existem febres externas a não ser as idiotices fabricadas pelas televisões?
Toda febre é interna. Ardência no ombro, na cuca, na segunda-feira.
Melhor mesmo seria ter ficado lendo gibis antigos.

Beat it

Qual foi a morte mais importante para a história da humanidade das últimas semanas com suas absurdas alusões simbólicas?
- A morte da mosca pelas mãos do homem mais poderoso do sistema solar?
ou
- A morte, pós-morte e réquiem de Michael Jackson com We Are The World?

Cinzas

Mormaço. Faz tres semanas que chove adoidado. Quando não chove, é esse mormaço de grudar chiclete no ar.

Sem exagero

A misantropia que eu carrego é maior que a minha agenda.
Ou é ela quem me carrega.
Tudo fica pendendo sob silêncios abissais.

Sem exagero.