Clash anuncia relançamento do álbum "London Calling"


Os integrantes do Clash anunciaram que irão relançar o clássico disco da banda, "London Calling", informou o site especializado em música NME.

O disco, intitulado "30th Anniversary Legacy Edition", chegará às lojas em 14 de dezembro, cinco anos depois do "25th Anniversary Edition" ser lançado.
De acordo com o NME, ainda não foram divulgados detalhes sobre o que o novo disco terá de novidades, mas um pacote reunindo CD e DVD da banda é esperado pelos fãs.
Paralelo ao relançamento, Mick Jones e Topper Headon, antigos integrantes da banda, voltaram ao estúdio juntos depois de 27 anos. A dupla se uniu no mês passado para gravar uma versão de "Jail Guitar Doors", de 1979, que terá seu lucro revertido para uma campanha de reabilitação de presos.

Deu na Folha Online

24 horas num Boeing com escala

Conheci um rapaz que chegou recentemente do Brasil. E pela primeira vez cá no arquipélago, coisa rara depois de 20 anos de imigração.
A maioria dos brasileiros residente aqui no Japão são os que chamamos de veteranos, com mais de cinco anos de residencia.
Alem de seu olhar perplexo com a grande diferença gestual, paisagística, sensorial, era nítido o fato de que nós aqui somos muito relaxados – os veteranos – não no sentido relapso da palavra, mas no sentido de “não tensos”.
Adquirimos isso com a tranquilidade urbana, com a falta de violência gratuita, não só a da bala perdida, mas a violência de existirem crianças circenses no semáforo, as calçadas quebradas, os carros em cima das calçadas, os motoristas loucos, a sujeira da cidade, as doenças dominando bairros através de seringas e drogas destruidoras com o inferno na ponta da molécula.

O individuo brasileiro é o melhor ser humano do mundo. É completo em corpo e alma. Por causa de seu idioma e sotaque, consegue aprender e falar qualquer idioma do mundo. É simpático e educado, caridoso e generoso. Risonho, bem humorado, solícito, simpático, papo bom, inteligente, sagaz e romântico. Sabe jogar bola como ninguém. Tem a poção e o segredo do homem de Nietzsche.
Mas eu não gosto de mim, de você, de todos nós no coletivo. Coletivamente a gente ta se lixando um pro outro. Nós criamos uma sociedade triste que ri por ri e por fora, hipócrita e infeliz que prefere a individualidade – eu também, claro – a criar formas e situações para sei lá, mudar a cara do senado federal, por exemplo.
Ou catar cocô de cachorro na rua. Ou desinventar os elevadores sociais e de serviços. Ou não invadir a faixa de pedestre. Ou não corromper e ser corrompido em um ou milhões de reais.

Conheci um brasileiro tenso em busca de trabalho e felicidade para si e sua família.
Não falei muito, prefiro não falar, interferir. É melhor que ele descubra esse país e se descubra nele por si só. É melhor, eu sei.
Apenas sorri, o que é mais importante para quem chega.

Please Mister Postman, look and see

Clique na imagem para ampliar.
O Royal Mail, correio do Reino Unido, descolado que só ele, decidiu fazer uma edição especial de selos que reproduzem capas de grandes discos do rock – britânico, é claro.

A lista foi criada a partir de uma pesquisa nas listas de melhores capas de álbum existentes e finalizada com a ajuda de editores de três revistas de música e designers.
Os selos serão lançados dia 7 de janeiro de 2010, impressos em litografias de 32 x 28 mm. Eles representam cinco décadas de rock, com álbuns de algumas das bandas mais representativas dos últimos 50 anos.
Deu na Folha Online

Listas e abismos

A Táta quando hiberna, mora numa caixa de tênis.


Eu tenho um réptil. Ele tem a mim. Na verdade, é ela, é uma tartaruga fêmea chamada Táta, parece pintada a mão, linda, nascida na Florida para ser pet de gente – como eu – que acha bicho com pêlo barulhento e feito para os quintais e não para os pequenos sobrados japoneses.
A Táta passa a vida me ignorando e se esquecendo da nossa relação. Naquele cérebro que deve ser menor que a ponta do meu dedo mindinho, ela só guarda os caminhos pela casa e a hora de comer. Sabe a direção do sol nascente e espera, paciente e secretamente a luz da manhã para seu esporte predileto: tomar um banho de sol.
Nesses dias até o inicio do inverno, ela vai começar uma hibernação que vai ate a primavera do ano que vem, meados de abril. Não comemora o primeiro de janeiro, as vitórias, as ideologias e nem o próprio aniversario. Ela comemora a vida, dia após dia e não se importa em abanar o rabo para sobreviver.

A humanidade comemora, celebra, festeja. É a risada. Está em todas as culturas e povos. A risada veio antes da escrita, é anterior a história, aos fatos. Com a escrita e as gargalhadas, a humanidade viu que era bom e criou a cultura e a ideologia. Depois, diz a lenda, foi descansar no sétimo dia.

A ideologia baseia-se em verdades, listas e abismos, ideologistas e ideologismos. Entra muito coração nisso também. Com a fragmentação de tudo – absolutamente tudo – no século 20, qualquer palavra solta no concreto e no abstrato cuida de separar-se do resto e criar uma sólida redoma defensora de grandes tudos contra outros nadas baseados em perfeitos vazios.

Qualquer coisa, coisa, palavra, substantivo, adjetivo, está nas mãos dos ideólogos: hoje sou vermelhista; amanha adotarei meu visceral colchãonismo e passarei o dia deitado; já fui um bom lasanhista, mas o cardiologista disse umas coisas, sabe como é.

Até mesmo esse meu pseudo - outra palavrinha sacana - anarquismo entra no rol dessa reclamação toda que é um grande nada baseado num grande vazio.

Nas nossas eternas fantasias acreditamos que somos especiais porque lemos coisas bacanas, ouvimos musicas raras, tomamos vinhos importados e temos na cozinha um utensílio criado por um designer de nome impronunciável.
Lerebi, mai frendi.

A Táta acordou e esta dando um role outonal pelo andar de baixo batendo o casco no piso de madeira a cada passo capenga. Não queria ser como ela porque não sei se ela é feliz. Não acredito que ela saiba o que é felicidade.

Infeliz de quem sabe.

Meu Caetano Favorito

TRANSA, 1971 - Gravado em Londres no exilio.
"You Don't Know Me" (Caetano Veloso) – 3:49
"Nine Out of Ten" (Caetano Veloso) – 4:57
"Triste Bahia" (Gregorio de Matos, Caetano Veloso) – 9:47
"It's a Long Way" (Caetano Veloso) – 6:07
"Mora na Filosofia" (Monsueto Meneses, Arnaldo Passos) – 6:16
"Neolithic Man" (Caetano Veloso) – 4:55
"Nostalgia (That's What Rock'n Roll Is All About)" (Caetano Veloso) – 1:22

Invento japonês simula virgindade feminina para muçulmanas

No mundo muçulmano, os homens continuam a exigir que as mulheres sejam virgens antes do casamento. Para resolver a situação delas e de outras com exigência semelhantes, um invento japonês que simula a virgindade pode ser uma boa oportunidade, diz o jornal espanhol "El Pais".
O site da empresa chinesa Gigimo, que comercializa o "Hímen de Virgindade Artificial", diz que "com este produto, você pode ter sua primeira noite de volta a qualquer hora".
Colocado na vagina ao menos 20 minutos antes da relação, vai soltar um líquido - totalmente seguro, afirmam - semelhante ao sangue, o suficiente para manchar o lençol de vermelho. Material que pode depois ser exibido pelo marido como suposta prova da virgindade da esposa até então.
"Acrescente alguns gemidos e você não será descoberta", conclui.
Vários teólogos e imãs no Egito já se mobilizaram para tentar proibir o kit da Gigimo, que é vendido por US$ 29,50. Mas por enquanto não tiveram sucesso.
Abdel-Moati Bayoumi, do Centro de Pesquisas Islâmicas, emitiu uma fátua (decreto religioso muçulmano) que condena os importadores porque "expandem o vício e incentivam as jovens a manter relações ilícitas, ao saber que podem 'recuperar' sua virgindade.

Deu na Folha Online

Os olhos de Fellini


Este filme é um poema.

Ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro em 1954.
Da fase neo-realista de Federico, ontem assisti pela primeira vez e já é um dos meus favoritos, junto com “Noites de Cabiria” (1957).
De tabela, tem Anthony Quinn poderoso e magnífico, sempre.
A trilha sonora é assinada por Nino Rota. O tema que Gelsomina toca no trompete tem aquele frescor infantil que sempre acompanha a partitura do maestro.

Apesar de ser parecida com Fernanda Montenegro, amo Giulietta Masina como amo Marilia Pêra.

Outono, Cinema e Comunas

Pés descalços, gelados, pulando da cama para uma corridinha ate o banheiro. O outono finalmente da as caras com cara de outono e não de aquecimento global.

Ontem comprei uma claquete de cinema numa loja de 100 yenes (o equivalente a 1.99 no Brasil). Tem o tamanho de um cd.
Aos poucos vou erguendo meu império cinematográfico.

No tempo do Homem Aranha (O Um), fui no parque temático da Universal Studio, em Osaka. Entre zilhões de traquitanas, encontrei uma claquete e a trouxe. Sumiu no armário das traquitanas que foram feitas para sumirem.

No armário das traquitanas tem um acordeom meia-boca (mas novo, na verdade, um oito-baixos, como dizem) que comprei na fase que eu queria ser o Piazzolla.

Minha única performance foi quando minha sobrinha veio em casa e ela começou a brincar com as cordas do violão. Achei que havia baixado um espírito musical na menina. Tios acham tudo e sempre tudo errado. Catei o oito-baixos e me montei dentro dele. Na hora que abri o fole e dei um Dó para tocar “Parabéns a Você”, ela abriu o berreiro.

O legal do acordeom é que ele é um instrumento musical feito para ser vestido.

Sábado à tarde vou até ali na beira do Rio Tenryu bater uma bola com meus amigos vietnamitas (Khan e Kim Ahn) e outros vietnamitas. Só sei falar três palavras em tien-viet: Xingar a mãe, chamar de viado e mandar o cara sair fora. Prum futebolzim, é o suficiente, de resto, me viro em inglês e japonês com os caras.

Realmente, uma das coisas mais humanas, de Itaquera a Hanói, de Nova York a Galapagos, é xingar a mãe do outro.

Mesmo tendo a política comunista do partido único, há uma relativa liberdade religiosa no Vietnam. A maioria deles tem uma origem budista. A esposa do Kim, porem, é católica romana. Outro dia ele me recitou um Pai Nosso. Ele carrega uma Nossa Senhora de prata que ela deu para a estadia dele no Japão.
Tudo bem, ele disse. Mas prefere ser comunista-capitalista no estilo chinês, mesmo não acreditando nem em Karl Marx, só em trabalho e grana no bolso.

Fotos que eu gosto de bater


Chefinho sangue bom


Uma vez eu comentei aqui que o assovio é ofensivo e mal educado para os japoneses. Eu vivo assoviando, fodam-se eles. Gosto de reproduzir os metais da canção “Do Leme ao Pontal”, do Tim Maia. Tem também o “Descobridor dos Sete Mares” que pode fazer um suicida mudar de idéia já nos primeiros acordes. Beatles e Caetano grudam na memória sonora como gordura da palma da mão em mesa de vidro.

Hoje eu estava assoviando “Take Five”, do Dave Brubeck Quartet.
Quando eu fui saído da Apollo Piano, a minha chefa era pianista, mas dessas que estudaram piano porque as quartas-feiras estavam livres e precisava escolher entre nado sincronizado ou piano. Daquelas que gostam de Chopin porque todo mundo gosta. É igual rosa, todo mundo acha que gosta.
Voltei e já tinham saído com ela.

Como eu dizia, hoje o “Take Five” grudou na minha cachola.
Na hora do almoço o chefe atual me perguntou se eu gostava de Brubeck. Ops, respondi, mais particularmente desse disco (acima) pelo fato dele ter sido gravado na mesma igrejinha onde gravaram o “Kind of Blue”, do Miles Davis. Alem, claro, de ser um pusta disco. Oh, ele disse, você gosta de jazz! Colou num piano Yamaha que botamos de pé ontem e começou a fazer a intro de “Take Five” explicando que prefere Bud Powell e Oscar Peterson.

O fato é que até hoje, só estávamos nos cumprimentando formalmente e claro, falando de serviço. Para quem conhece chefes japas, isso é uma grande barreira a ser derrubada, o primeiro papo informal e logo de cara, Brubeck. Miles e cia.

Amanha assovio Egberto e ele me vem com Jobim. Massa.

Exposição no México mostra história de Gabriel García Márquez

Com uma série de livros, documentos e fotos, foi aberta no México a mostra "Gabriel García Márquez: Uma Vida", que percorre a história do laureado escritor colombiano, visando servir de preâmbulo para o lançamento de uma biografia.
No Palácio de Belas Artes, no centro da capital mexicana, uma centena de peças documenta cronologicamente aspectos da história pessoal do autor de "Ninguém Escreve ao Coronel", assim como seu trabalho criativo em diferentes episódios de sua vida.

"Esta exposição pode ajudar a trazer García Márquez de volta à memória das pessoas e propiciar sua releitura", disse Teresa Vicencio, diretora do Instituto Nacional de Belas Artes, na noite da última quinta-feira (8), durante a inauguração da mostra.

A exposição é baseada na obra homônima do escritor Gerald Martin, que durante quase duas décadas se dedicou a esquadrinhar a vida do literato colombiano residente no México para redigir sua única biografia autorizada, que tem 762 páginas.
A versão em espanhol de "Uma Vida" será lançada também no Palácio de Belas Artes, em 26 de outubro.
Ao longo da mostra, as fotos do pequeno Gabo, como o escritor é conhecido, se misturam com imagens de seus pais, seus tios, suas viagens pela Europa e do escritor conversando com o peruano Mario Vargas Llosa e o mexicano Carlos Fuentes.
García Márquez também posa sorridente para a câmera, abraçado a seu amigo Fidel Castro. Em outra foto, aparece recostado numa poltrona, com as mãos atrás da nuca e os pés esticados sobre um móvel.

"É uma homenagem a um escritor que inspirou e iluminou as vidas de centenas, milhares e milhões de leitores," declarou Pedro Huerta, diretor geral da Random House Mondadori, editora do livro de Martin.

Uma das joias da exposição é o contrato que o octogenário escritor premiado com o Nobel assinou em setembro de 1966 com o editor Francisco Porrúa para a publicação da primeira edição de "Cem Anos de Solidão", pela qual recebeu um adiantamento de US$ 500.
Durante a mostra, os organizadores pretendem fazer uma maratona de leitura da obra de García Márquez, que publicou em 2002 suas próprias memórias, "Viver para Contar".

A exposição "Uma Vida" ficará aberta ao público até 26 de outubro.

12/10/2009
NOÉ TORRES
da Reuters, na Cidade do México

Segunda de manhã

Todo mundo reclama da segunda feira. Eu também. Mas o pior mesmo são aqueles segundos entre o travesseiro horizontal e a borda da cama na semi-vertical, sentado. Os pensamentos que passam na cabeça nesse instante dão num longa metragem.

Agora são 6:51 am, segunda de manhã. Bom dia.

Fotos que eu gosto de bater



Matsuri pelas ruas do meu bairro.

Sem zebras, parque em Gaza pinta burros com listras

Zoologico Marah Land, na cidade de Gaza.

da Folha Online 08/10/2009
Em janeiro deste ano, os conflitos entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza fizeram vítimas também no zoológico local.
Duas zebras morreram de fome devido à escassez de comida e outros itens básicos para a população. Sem animais da espécie para apresentar ao público, o parque Marah Land, na Cidade de Gaza, resolveu então improvisar. Um par de burros foi pintado para simular as zebras.

Tinha um violinista no telhado – agora tem um percussionista

Hoje passou um taifu (tufão) a 55 km/h cujo olho esteve sobre a minha cabeça as quatro da manhã.
Acordei com a gritaria da orgia do vento, desci, tomei um chá e liguei a tv pra ver o movimento do bicho pelos olhos do satélite, imenso, poderoso, um show do James Brown. Depois voltei a dormir.

Acho que estou trinta centímetros pra lá. Ou pra cá. Se alguém tinha algum pincher no quintal, ele acaba de pousar na Coréia.

Essa historia de dar nome aos furacões e tufões. Os nomes são escolhidos por ordem alfabética que reiniciam no começo do ano. Dar nome aleatório não tem graça.
Eu acho que ha muitos artistas que são uma força da natureza numa cena de cinema, num palco, num banquinho e violão.

Hoje foi o James Brown. Mas já vi o Al Pacino de Michael Corleone e o Selton Mello cheirando o ralo. Muitas Meryl Streeps e Marilias Pêras. Jorges Luis Borges e Benjor.

Só no pianinho

Depois de muitas peripécias, incluindo um curso profissionalizante de operador de empilhadeira industrial, voltei para a Toyo Piano e orgulhosamente posso dizer que sou luthier novamente.

A felicidade tem dono e sou eu. Hoje sou eu.

Funcionários da prefeitura de Fukuroi são punidos

A punição foi uma carta de advertência para os oito funcionários

A prefeitura de Fukuroi, em Shizuoka, divulgou na quinta-fera (1) a punição para os oito funcionários - a maioria no cargo de chefia - envolvidos no caso de 10 brasileiros que foram obrigados a assinar um documento se compremetendo a dar entrada no subsídio do governo para voltar ao Brasil.
Segundo o jornal Mainichi, a punição aos oito funcionários foi em forma de carta de advertência entregue no dia 25 de agosto.
A prefeitura também informou que o problema envolvendo os 10 brasileiros já foi concluído, depois do pedido oficial de desculpas e explicações.

(Fukuroi fica a 20 minutos de carro daqui de casa).

Deu na IPC Digital, publicado em 02/10/2009

Fab Four em 999


No dia nove de setembro desse ano (999), lançaram toda a discografia dos Beatles com nova remasterização.

Todo mundo tem seu beatle predileto, eu não. Juntos, eram uma perfeita unidade, separados, todos foram artistas medíocres. Uma ou outra canção, para não ser injusto.

Eu prefiro ter um álbum predileto que é o REVOLVER. Se falam que o neolítico do punk esta em Link Wray ou Lou Reed ou Stooges ou MC5, ok, perfeito. Mas o macaco primal dessa deliciosa porcaria é este disco.

O álbum REVOLVER remasterizado superou a minha expectativa de fã. Já era um petardo em 1966. Detalhes sonoros foram encontrados e peneirados pelos alquimistas da mixagem. Em alguns casos, acredito que a digitalização não superou o original em vinil. Há vários discos de jazz que são melhores no diamante da vitrola, tipo o BIG FUN, de Miles Davis.

Mas os quatro garotos idosos - vivos e mortos - de Liverpool mereciam essa homenagem sonora. Nós também.

E é bom dizer que pago por décadas de sarro e exclusão sacaneando o cara. Depois de rigorosa audição de vários álbuns remasterizados, digo que o Ringo Starr é um bom baterista. Mea culpa, somente mea culpa.