Dra Zilda Arns, forever

Infeliz o povo que precisa de heróis, não sei quem falou, não sei onde li.
Às vezes eu concordo com essa frase, às vezes não.

Queria ver o Pelé estampado numa nota de 100. Ou o Bussunda, o Ziraldo, D. Helder Câmara, Mario Quintana, Chico Buarque. As caras na moeda imortalizam algumas caras, pelo menos nos álbuns dos colecionadores.

Conheci a Dra. Zilda Arns na adolescência, numa palestra sobre o menor abandonado de São Paulo, no tempo em que eu fazia peripecias ideologicas com a Teologia da Libertacão do Frei Leonardo Boff.
O fato é que ela morreu, eu estou vivo e os menores continuam por ai.
Naquele dia, ouvindo as palavras e a calma que as palavras carregavam, eu vi e ouvi um ser humano muito grande, que quase voava, subia pelas paredes, soltava raios pelos olhos, com força descomunal e sorriso de criança. Um herói.
Feliz o povo que reconhece a Dra. Zilda Arns na sua história.

2 comentários:

LuMa disse...

Bela homenagem, Nei.

Confesso, não conhecia seus trabalhos. O meu é o clássico caso de quem se dá conta só depois da morte. Ponto negativo pra mim.

TARCIO VIU ASSIM disse...

Uma heroína, de fato. Se existe céu, é onde ela está agora, sorrindo satisfeita pela obra realizada