Sobre livre arbítrio, sexo e filtrando Saramago

Por outro lado, a discussão que rola dentro da cabeça entre hemisférios e/ou anjinho e demoninho sempre é em torno da questão do tempo e espaço.
No mais profundo sentido Einstein e também na ciência da fofoca e do papo furado.
Anjinhos vestidos de pijama feito aqueles que o Gordo e o Magro usavam e demônios completamente nus, mas sem genitália.
Depois queremos ser Einsteins pra gozar a vida num andar acima da calçada da geral.
Anjinhos e demoninhos têm genitália. Não são vegetais, não se reproduzem por osmose ou pelo pólen nas patinhas das abelhinhas. Transam adoidado nessas trinta e tantas dimensões do universo.
E deus, calado e circunspecto como devem ser esses criadores – THE nerd – fecha-se em seu salão meio google, meio jardim do éden, meio muvuca de nuvem, meio rave de asinhas renascentistas e fabrica as humanidades para povoar o universo em que a gente vive pra fabricar CO2.
Dois sexos apenas. A humanidade que se contenha ou que use a imaginação.
A grande instalação plástica, a grande idéia, a grande performance, o diferencial para a originalidade é ler um livro em branco.
Ler esses caras das grandes editoras, os jubilados - ou não, faz a gente pensar nas trocentas e efêmeras páginas e não largá-las por dias. Gira e gira e gira no cranio.
É por isso que leio os mesmos livros vezes por vezes. Vicio, droga, química, cocaína, livroína.
Então, só serei original quando ficar analfabeto. Fuckin’ oximoro, man.
Ta vendo? Nunca vai dar certo.

Um comentário:

LuMa disse...

No caldeirão que ferve, os ingredientes ocidentais estão sempre em conflitos entre sí. E pensar que no Oriente, existe o terceiro sexo na Índia e até quinto sexo na Indonésia. Não de anjos, mas de comuns mortais. O Oriente sempre foi mais Einstein :)