Brasileiros são presos por roubo em Hamamatsu

Os três são suspeitos de furtar 78 canos de ferro, no valor de ¥2 mil, na manhã de quinta

Três brasileiros foram presos em Hamamatsu (Shizuoka) por suspeita de roubo na manhã de quinta-feira (4). Segundo a polícia, eles foram pegos ao tentarem furtar 78 canos de ferro, no valor total de ¥2 mil, de uma horta no distrito de Nishi.
Os suspeitos são Luiz Fernando Sassaki, 37; Paulo Rodrigues Kauvauchi, 33 e Jo Yukihiro Barbosa Yamaguchi Júnior, 24. Todos moram em Hamamatsu e estão desempregados.


Deu na IPC Digital

Crimes acontecem em todos lugares.
Sendo a comunidade brasileira o maior grupo estrangeiro de Hamamatsu e região, é natural que os números nos sejam favoráveis – em todos aspectos, de partos a crimes, de maternidades a delegacias.
O problema é que uma noticia desse naipe sai na mídia japonesa de maneira retumbante. E eram apenas canos.
Tem essa, apenas canos e no valor de 42 reais.
Ontem, me falaram que um brasileiro assaltara um 7-Eleven daqui de Hamamatsu e com uma faca tinha levado cinco mil ienes, convertidos, 105 reais. Como ele estava a pé e as ruas estavam vazias porque eram cinco da manhã, ele foi preso algumas quadras depois.
Em Nagoya, quatro estrangeiros atropelaram uma pessoa, abandonaram o carro e fugiram. O carro estava com as placas trocadas, todos são brasileiros e três já estão presos.
Considerando que o maior grupo estrangeiro residente no Japão seja de chineses e seu maior crime é terem o visto vencido ou estarem clandestinos, estamos entrando numa curva estatística com características infelizes. E em tal curva, diferente dos chineses, estamos atacando as pessoas, o povo, a sociedade, de maneira direta. Um confronto desnecessário e derrotista.
Falar alto, gritar ao celular, assoviar para as mulheres, usar perfumes exagerados ou tocar o som do carro como um trio elétrico podem ser fatores culturais. Mas transportar a idéia da mais estúpida e ignóbil malandragem para fora do Brasil não tem sentido. E brasileiro, em sua maioria, não é malandro. Tenta ser.
A questão é que todas essas pessoas envolvidas nesses atos furtivos estão desempregadas e acredito que já tenham terminado o prazo do seguro-desemprego e as perspectivas estão se fechando. Ate março de 2010, o governo japonês da uma ajuda de três mil ienes (R$ 6300,00) para quem quiser voltar para casa.
Porque não usar tal recurso? Vergonha de voltar sem as burras fartas de dólares e presentes? E ser preso? Malandro gosta de ser preso?

3 comentários:

LuMa disse...

A malandragem - que deve ser uma índole nacional - migra acreditando encontrar impunidade tbém em outras terras, mas comprova que a burrice fala mais alto. Esses aí devem acreditar que na escala de mau costume, roubar uma ninharia não se enquadre na criminalidade, mas se esquecem que fora do Brasil, em qualquer país onde a decência ainda é sinônimo de civilização, roubar uma vassoura ou um carro é sempre transgredir as regras sociais. O que há de mais indecente é que tentam justificar com auto-comiseração - desemprego, falta de grana, sociedade local pouco receptiva, blá-blá-blá - mas jamais assume a própria falta de integridade moral. Isso provém daquela mentalidade brasileira de que os "outros" devem fazer algo por você - se não é apenas o Estado, é a empresa, o vizinho, parentes, amigos, etc. Aquela que espera que o meio faça por vc e não o contrário. Outra ignorância é a constante justificativa de que a sociedade japonesa seja inflexível e fechada. Essa é uma visão de quem possui apenas o Brasil como parâmetro e não sabem que em qualquer outro lugar - a menos que seja na América Latrina - a sociedade é ainda mais severa. Quero vê-los cometendo os mesmos crimes e transgressões por aqui na Europa e aprenderão que a malandragem não paga em nenhum lugar senão no país de origem. Nós passamos diretamente do coronelismo colonial à globalização sem passar por civilização e isso é uma bomba que cedo ou tarde os brasileiros vão pagar.

Tatíssima Martinelli disse...

"só podia ser brasileiro" - ouvi muito isso qdo morei na China...

Anônimo disse...

Desculpa mas que ridículo. Roubar barras de ferro. Coisa de gente pobre de espírito.
Vergonha mesmo.