2010 de Hamurabi

Eu sou contra a pena de morte por uma série de motivos e nenhum deles resvala em religiosidade.

E então, num debate, desses bem idiotas porque geralmente o seu oponente é idiota e a favor da pena capital – ou é idiota porque é a favor, bom, não sei – diz, mas e se acontecer com o seu filho?
O que?
Vir um cara e matá-lo? Não sei, não tenho filhos.

Ai ele diz, ta vendo? Você não sabe. Se você tivesse um filho saberia que a gente como pai, move céus e infernos para salvar um filho.

E para vingá-lo, presumo.

Esse argumento escroto se encontra na boca de todos os matadores constitucionais.

E então eu pergunto: E se fosse o seu filho?
Onde?
Sentado na cadeira elétrica ou com o braço a milímetros das injeções de potássio ou com a corda no pescoço.
Ou pior, apertando o botão de ligar a cadeira elétrica ou injetando potássio em alguém ou abrindo o cadafalso.

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