Deputado quer alíquota de 2% sobre remessa de brasileiros no exterior

O deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) elaborou projeto-lei que cria uma alíquota de 2% sobre as remessas para o Brasil de brasileiros vivendo no exterior.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado, o dinheiro seria dirigido para os gastos com o atendimento de brasileiros em situações emergenciais no exterior
A idéia seria de autoria do jornalista Samuel Saraiva residente em Washington, EUA.
O Artigo 3 vincularia o direito de remessa de dinheiro ao Brasil à pratica do voto do brasileiro no exterior. Mas a assessoria de imprensa não soube explicar o significado do artigo.
O deputado se encontrava no plenário e, por isso, não poderia responder a dúvida.
O projeto ainda não foi apresentado à Câmara.


Deu na IPC Digital

Se essa lei for aprovada, a quantidade de dólares na cueca atravessando a alfândega vai superar as expectativas.
Por causa do desemprego, baixa nos salários de quem ainda está trabalhando, queda de horas extras e retorno de 17 mil brasileiros do Japão, o índice de remessa para o Brasil caiu 34%, é muita coisa.
Imagino a situação de patrícios em outras partes do mundo.
Agora vem um deputado não sei de onde, dessa agremiação sarneyinocênciobarbalho querer morder mais ainda a fatia do bolo?
Já basta o valor da taxa de remessa dos bancos, que é um grito de socorro numa rua escura.
Não. Essa lorota de fundo para situações emergenciais no exterior tem outro nome e outras emergências, é notório.
Vincular voto? Eu não voto desde a derrota para o Collor. Para que vou querer votar agora? Desde sempre sou contra o voto obrigatório.
Senhores do plenário, não mexam no mensalinho dos brasileiros no exterior. Muitos de nós cá estamos por causa de atos políticos onde alguns de vocês foram e são protagonistas. O exílio financeiro e econômico a nós decretado não foi feito de livre e espontânea vontade. Por nós, ai continuaríamos. Por isso e por respeito à distância geográfica, familiar e fraternal, deixem-nos em paz.
Bueno, considerando o respeito aos cidadãos que ai estão, não há muito que esperar senão a mordida e muitos dólares na cueca.

Um comentário:

LuMa disse...

Só faltava mais esse caradurismo! Vê-se que apenas "banqueiros sem-tetos" têm ajuda do governo... Claro, esses 2% vão parar inteiramente no bolso sem fundo dos políticos.

É I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL... (sem palavras.)