Eu canto os olhos de minha mulher

No banco da praça escreverei teu nome e não darei aos pombos.

No banco da praça não escreverei teu nome
Porque já está escrito bem dentro de mim.

Por lá sentei para lembrar dos teus olhos,
Daquela mareação triste que enxergo com a alma
E vejo.

As arvores que vejo são as que tocamos e vejo
Também muito além as que não sabemos como plantar.

Mas vejo teus grandes olhos e sei
Que pairam sobre mim como um canto,
Um manto de sobrenatural satisfação.