Cinema na sala

Atriz B, a bela Gisele Itie fez um filme Z de Sylvester Stallone e a tratam como A, como se caminhasse no tapete vermelho de Cannes.
O filme foi rodado no Rio e tão dizendo que Rocky deu uns calote$ Rambo.

Eu já vi filme de roteirista americano, com atores americanos, baseado em livro japonês, dublado em russo e legendado em português de Portugal.
É aquele do cãozinho fiel do Richard Gere, o "Hachiko".

Uma coisa não tem nada a ver com outra, mas que um assunto puxa outro, ah, isso sim.

Saiu um box com uma coletânea do Woody Allen, nao sei exatamente quais.
Eu tenho uma viagem com os filmes do Woody Allen. Não sei bem o motivo ou a ordem dos fatores de admiração, mas preciso assistir ao filme mais de duas vezes. Talvez primeiro, eu preste atenção nos diálogos, depois no roteiro e finalmente na tela em si.
O fato é que sou burro e não pego de primeira.

Com o Fellini não é assim. Nem Spike Lee.
Estou citando esses dois em contrapartida ao Woody Allen porque não veio mais nenhum a cabeça e eles tem uma obra mais ou menos linear e fudidamente autoral assim como o baixinho.

Tem o Almodóvar também, mas ele entra numa terceira categoria que ainda não sei, só sei que quando ele filma um quarto de apartamento, a porta aberta, o corredor depois da porta aberta e a outra sala ao fundo, tudo no mesmo plano, são as melhores cores do cinema.
Geralmente, entre esses ambientes coloca um assunto estranho, rápido, gritado, urgente, gesticulado, nervoso, como parecem ser todos os madrilenos normais.

To na fila pra ver mais um coreano. Nunca decoro nomes coreanos. Não me vejo na obrigação de decora-los só porque sou oriental.
É um policial com o mesmo ator do “Old Boys”. Não sei se é o mesmo diretor.
Assim como Brasil e Argentina, Coréia do Sul e Japão, apesar de próximos, fazem cinemas distintos e com muita coisa boa de ambos os lados.

Há alguns anos saiu uma série de filmes meio drama, meio documentários rodados entre os nômades mongóis. Também não sei se o são.
Assisti “Camelos não Choram” e “Ping Pong na Mongólia”. São bons, interessantes, mas tem que estar no clima. Já falei de um deles poraqui. Ou ambos.

Em muitos seriados americanos, os caras muito maus fogem pro Brasil. Em alguns casos, já fugiram e a policia deixa quieto.
Antigamente eles apenas iam pro México com aqueles baita carrões.
Se os maus vão Brasil, significa que é tudo mais fácil.
Se a policia não os persegue, significa que é tudo muito difícil.
O engraçado é que todos os paraísos fiscais estão no hemisfério norte.
Aliás, os melhores filmes e seriados também.

To assistindo a série "Comunity", comédia bacana, episodios curtos e ligeiros rodados dentro de uma faculdade comunitaria.
Os estudantes são um sessentão (Chevy Chase, aquele), uma negra divorciada, uma loira feminista, uma caloura ingenua, um zagueiro de futebol americano, um ex-advogado que tem que estudar tudo de novo porque seu diploma foi invalidado e um palestino viciado em cultura pop.
Tem também el Señor Chang, o chines que ensina espanhol.

Vale a pena e muda o dia.

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