Confissão

Depois que a minha mãe morreu, ficou um imenso vazio, um silêncio abissal.
Não, não rola tristeza nem choramingos na escuridão, essa fase do luto já passou, ficou no mês que estive no Brasil.
A minha vida e de todos seguiu como deve ser.
O vazio que confesso é a vontade de escrever poesia, tocar guitarra, fotografar, desenhar, contar historias, colorir papeis, imaginar nuvens, ou seja, fazer arte, quase nenhuma, talvez porque não tenha para quem mostrar.
Espero que seja breve e que essa grande parte da minha felicidade de ser eu mesmo renove a sacrossanta satisfação criadora.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sei como é.. mas mesmo assim o faça, pinte, desenhe, escreva (alias sempre falavamos das suas cartas).

Taty disse...

rá.. alias.. foi eu q postei o comentario :x