ET bactéria não é ET

Prefiro ETs de cinema que os de literatura, nem Asimov, nem Arthur C. Clarke. ET bom é aquele que já vem inteiro na tela, pronto, animal ou humanóide, pet ou inimigo mortal, invasor ou acidental. Alguns ETs aprendem as emoções humanas como se fosse possível terem sidos ETs a vida toda sem nunca sentir ou conhecê-las.

Não. Pôr do sol também tem em Marte. E se há alguma civilização lá fora com pôr do sol, sexo para prazer e procriação e bicho boboca feito urso panda na sua fauna local, então o romantismo, o senso de humor e Édipo também existem por lá, nas cabecinhas e corações de outras galáxias.

É igual à indiferença da zebra ou do antílope com aquele pôr do sol maravilhoso que sempre filmam em alguma produção naturalista da National Geographic nas estepes. Aquela imagem maravilhosa está lá, mas todo mundo está mais preocupado com a graminha e com o bocejo do leão.

Pôr do sol nas estepes foi feito pras câmeras, não pros gnus.

Um blablablá maravilhoso tomou conta da rede, que é essa desinformação secreta da NASA, das bactérias arsênicas, dos DNAs sob suspeita de não serem obra de deus ou de outra Gaia e da possibilidade da vida em outros planetas ser tão possível quanto no mar Morto.

Mas é por aí. Se as vidas impossíveis são tão possíveis, se uma micro navezinha de uma micro civilização de micro ETs chegasse à Terra e visse o Mar Morto com os olhos de um enorme oceano e não encontrasse vida possivel, nada além de um turista gordo tentando afundar pra se divertir, o que diria? Que não há vida alguma ou vida inteligente aqui?

Diante da possibilidade de vida bacteriana com algum DNA very crazy show numa lua de Saturno, da surpresa de encontrarem O2 rarefeito numa daquelas luas e de tudo isso junto, o que nos resta senão pedir para à Pfizer ou outro laboratório criar um antibiótico urgentemente antes do contato do terceiro grau, troca de diplomas e cartões de visita, royalties e bolas de futebol assinadas.

Tem aquele filme pseudo-documentário com aquela ex-modelo de nome Mila something que me impressionou quando assisti. Mas pensando bem, sou mais o Marvin, o marciano do Pernalonga.

Se entre nós humanos somos tão diferentes, porque os ETs de cinema são todos iguais feito golfinhos ou samambaias? Idem às bactérias, que são coisinhas nojentas boiando numa gosma, todas se mexendo como se estivessem procurando uma pose confortável pra sair na foto do microscópio.

Por isso, é melhor lavar bem a salada e deixar de molho na água com vinagre.

Um comentário:

Bem disse...

Jovovitch. Gostei dela em o 5o Elemento