Livros!


"A gente passa, os livros ficam".

Jose Mindlin
(1914 - 2010)

Tsunami, onda, marola


Depois do terremoto que chacoalhou o Chile, um tsunami se espalhou pelo Oceano Pacifico.
A agencia metereológica do Japão emitiu um alerta vermelho com ondas de até 3 metros para o nordeste do arquipélago.
Nesses lugares, o governo pediu para que os grupos de emergência entrassem em ação e para as milhares de pessoas que moram muito próximas ao mar fossem para os pontos de evacuação, que são os mesmos em caso de terremoto.
Aqui na província de Shizuoka foi alerta laranja para ondas de ate 2 metros.
Apesar de morar longe do mar, uns 7 quilômetros, minha casa fica do lado do Rio Tenryu cuja foz é bem larga e daqui de casa ele segue em linha reta ate o mar. Fiquei cabreiro.
Eu estava assistindo uma partida de futebol e todas as emissoras entraram com o mesmo assunto e as mesmas imagens do litoral em alerta vermelho. Em alguns lugares as pessoas foram para pontos próximos ao mar, porém altos, para verem o maremoto chegar.
Aqui em frente de casa passou um caminhão de recycle store pedindo bugigangas a altos brados pelos alto-falantes. Pensei que era o corpo de bombeiros avisando alguma coisa importante, alguma evacuação de emergência. Deu vontade de jogar uns chinelos velhos na cara do motorista sem-noção.
No final das contas, as primeiras ondas que chegaram em alerta vermelho tinham apenas 30 centímetros, ainda bem.
O futebol acabou. Tem rúgbi no outro canal. Mas é sem graça, um monte de parrudão enlameado não tem o menor sentido e a bola é um quibe gigante.
Agora vou cochilar.

Los day by day


Eu acho que o que deus curte é silencio

Vão lançar um filme chamado “Chico Xavier” e o diretor Daniel Filho veio a publico dizer que não é um filme doutrinário. O problema não é esse, o problema é querer que a gente engula mais essa. Não precisam mentir. É um filme doutrinário e segmentado aos milhões de adeptos do kardecismo, sim senhor.
Não da pra dizer se a psicografia é um fato, um mito ou uma fraude. Ou se a mediunidade é um velho jogo positivista de anti-semitas franceses brincando com espíritos – ao contrario dos conselhos de Moisés ao povo eleito: deixem os mortos em paz. Nunca saberemos. Mas é interessante citar que o espiritismo de Kardec migrou da França e fixou residência no Brasil como se fosse tão tupiniquim quanto Tupã ou Boitatá. E aos galos nada sobrou, só o tumulo de Allan Kardec no cemitério Pere Lachaise ao lado de Jim Morrison, Victor Hugo e Edith Piaf.
Não, Chico Xavier está enterrado no Brasil.
Até sua morte eu o respeitava por seu silencio e caridade. Sustentava, com a renda de seus livros, varias entidades. Tinha a pecha de homem santo em vida.
Porém, pouco antes de morrer, conta o filho adotivo, Chico disse que mandaria um aviso do outro lado provando que lá haveria vida e que as comunicações eram reais. Um assombro de arrogância. Nem deus, tão aliado dos devedores e doentes, teve tal sutileza.
E nada provou depois de morto.
Não que a prova fosse necessária. O que ele não entendeu é que a fé de todos leitores e espíritas – não espíritas também - não precisa de prova. Fé nenhuma precisa de fatos concretos. A fé em si é uma situação abstrata e se sustenta como tal. Quando vem ao concreto sob a forma de milagres, rituais, orações, sacerdotes, templos, multidões, livros, velas, conselhos e ate mesmo filmes, vira mitologia.
O único filme sem doutrinação sobre espíritos é “Ghostbusters”.
Assim como teve uma onda de cinema nacional com roteiros baseados na violência urbana, já prevejo um tsunami místico pela frente, com biografias de freis, daimes, madres, Macedos, Gantois, jesuítas e Dinás, dos oficiais aos pagãos, dos protestantes aos atabaques. E não preciso de bola de cristal para prever tal enxurrada.
Que deus salve o cinema brasileiro.

Karaokês filipinos vetam 'My Way' de Sinatra após brigas e mortes

Vários bares e casas noturnas nas Filipinas retiraram a canção My Way, imortalizada por Frank Sinatra, de suas máquinas de karaokê por causa de constantes episódios de violência provocados quando pessoas tentavam cantar a música.
Acredita-se que pelo menos seis pessoas morreram no país em brigas em casas de karaokê, iniciadas por insultos ou chacotas contra a pessoa que cantava essa música, uma das mais populares em casas do gênero.
Em entrevista ao programa de rádio World Update, do Serviço Mundial da BBC, um especialista em cultura popular da Universidade das Filipinas, Roland Tolentino, disse, que as brigas, em geral, envolvem homens adultos e embriagados, e que a letra da música também pode contribuir para situações de conflito.
"Ela fala no triunfo sobre a adversidade especialmente entre homens mais velhos e costuma ser a última canção da noite. No final, as pessoas já estão bêbadas, sentem-se corajosas, e podem entrar em uma grande briga por causa disso", disse ele.
O especialista filipino ressalta, contudo, que os bares de karaokê em que essas brigas ocorrem são geralmente frequentados por pessoas com menos recursos.
Nas Filipinas há mais de um milhão de armas ilegais nas ruas, de acordo com o jornal britânico, The Daily Telegraph.
Um filipino ouvido pelo jornal americano, The New York Times, Rodolfo Gregório, disse: "Eu gostava de My Way mas, depois da confusão criada, parei de cantar."
"Você pode morrer por causa disso", afirmou.
Os bares de karaokê são muito populares nas Filipinas, e onde as pessoas expressam suas paixões livremente mas, segundo o The New York Times, não é só lá que cantores desafinados causam revolta.
O jornal diz que nos últimos dois anos um homem foi morto a facadas na Malásia por monopolizar o microfone em um bar e na Tailândia um homem matou oito de seus vizinhos em um ataque de fúria depois que eles cantaram Take Me Home, Country Roads, de John Denver.
Nos Estados Unidos, uma mulher deu um soco em um homem em um bar em Seattle e criticou a versão dele do sucesso do Coldplay, Yellow.

Deu na BBC Brasil

(Eu sabia que karaoke era uma bosta e que matava de tanto usar)

Estúdio Abbey Road é declarado patrimônio histórico

O estúdio de gravação Abbey Road, celebrizado pelos Beatles, foi classificado pelo governo britânico hoje como sítio histórico, visando proteger o santuário da música pop contra quaisquer planos de modificações radicais no imóvel.
A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.
Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado grau 2.
Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada "com base no mérito histórico do estúdio" e devido a sua "enorme importância cultural".
O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.
O estúdio Abbey Road virou sinônimo dos Beatles, que ali gravaram quase todos seus álbuns e singles entre 1962 e 1970. O Pink Floyd também gravou no estúdio seus álbuns do final dos anos 1960 e meados dos anos 1970.
Turistas ainda posam frequentemente para fotos no cruzamento vizinho para pedestres na rua Abbey, que é vista na capa do álbum "Abbey Road", dos Beatles.
Entre os que pediram que o imóvel fosse tombado estão o ex-Beatle Paul McCartney e o empresário musical Andrew Lloyd Webber, que assinalou que seria um potencial comprador.
A EMI disse no domingo que quer continuar a ser proprietária do estúdio, situado no bairro de St. John's Wood, na zona norte de Londres, mas que está discutindo com outras partes a possibilidade de renová-lo.
A gravadora, que pertence ao grupo de participações acionárias Terra Firma, declarou anteriormente que saudava as notícias sobre o tombamento previsto, apesar de as restrições envolvidas no tombamento potencialmente reduzirem o valor de venda do imóvel.
"O fato de tanto interesse ter sido suscitado pela impressão de que o futuro do Abbey Road estaria ameaçado é testemunho tanto da importância da música na vida das pessoas quanto das paixões que esse tipo de questão suscita", disse Hodge.

da Reuters, em Londres

E porque foi o primeiro disco de rock que eu escutei na vida, aos 5 anos, com a Kinha.
Qual foi o seu?

SALVE GERAL, um filme (?!)

Salve-se quem puder, apertem os cintos, o cinema ruiu. Esse trocadilho imbecil é melhor que os 90 minutos de tédio.
Filminho ruim de doer. Fazia tempo que eu não via um filme tão medíocre.
A Andréa Beltrão tenta e tenta e não consegue sair da lama de marasmo por contracenar com atores tão mal dirigidos. Ou tão péssimos.
A musica incidental em um filme não pode ser percebida, nunca. Mas essa eu percebi e era um tema feio.
Os maus são clichês. Os bons são ruins.
Hoje eu vi uma batida de carro, um de lá, outro de cá, se encontraram na esquina. Ver os caras olhando para os carros deformados foi mais emocionante que assistir a essa piada.
Se ficarem lambendo toda produção do cinema nacional porque é cinema nacional, vai acontecer isso, grana da Petrobrás, BNDS – a tua, nossa grana – para fazer bobagens repetitivas, falarem da bandidagem poderosa, do robinhoodismo na comunidade, do negro do mal, do negro do bem, do policial corrupto, do policial honesto, da fraternidade das celas, da classe média branca sofredora. Chega.
Se fizerem outro filme com sirenes e tiroteios de abracadabra, vou assistir só pra confirmar que a nossa originalidade é, de fato, o mesmissimo carnaval – todo ano.

Do famoso manual “Como Matar Piolho com Marreta”


Deve existir um céu só de arquitetos. Um inferno também.

Esse escorregador fica na frente de um hospital na cidade de Shizuoka.
Como o Japão é um país fadado a grandes terremotos de tempos em tempos e Shizuoka está bem próxima do presumível epicentro do Terremoto de Tokai, eles criaram esse trambolho para facilitar a saída das pessoas, sem pânico nem correria, acreditam.
Durante um terremoto, um incêndio, um sequestro ou sei lá, um bate papo com o Faustão, você escorregaria nisso?

(Dizem que o Tokai acontece a cada 150 anos e já era pra ter acontecido)

Los day by day


Tinha um tradutor da google aqui do lado, era pro pessoal vietnamita, chinês e japonês.
Tirei, desculpae, mas esse trambolho era uma bosta.

Bananas, ora, batatas

Estávamos falando sobre câimbras, que às vezes eu fico embaixo do piano muito tempo e que começa a me dar câimbra na parte posterior da coxa. E eu disse que banana era bom, ele perguntou porque, expliquei que é uma fruta rica em potássio, etc. Ele disse que era a primeira vez que ouvia isso – com uma cara desconfiada – e lembrou da primeira vez que comeu uma banana. Foi numa festa, lá pelos anos cinqüenta, era pirralho, ele é da geração que nasceu no meio da guerra, da turma de 42. Logo pulou para os tempos de escola e da falta de arroz pelo Japão, logo isso, uma bandeira, um brasão, um orgulho nacional. Tão assim que nos anos do pós-guerra, somente os ricos tinham arroz diariamente, que ele e a maioria dos coleguinhas levavam batata-doce na lancheira embrulhada no jornal e todos comiam cobrindo o pratinho com o braço esquerdo e o jornal, feito cabaninha, por vergonha.

As tradições

Vai lá e vê, já começou o leilão para as fantasias do desfile do ano que vem. Paga-se à prestação ou serviços prestados ou os dois, mas paga-se – e muito.
E então, de balangandã pago e entorpecido de felicidade, todos vão para a avenida foliar. É a glória e dura uma hora, mais ou menos, sei lá, depende dos regulamentos, dos quesitos.
Sim, quesitos para alegria coletiva. Por isso um show de rock é um show de rock.
Passada a euforia da madrugada, da alegria total, visceral, vão todos para ver os resultados. Sai porrada, sempre sai porrada.
Tradição de final de baile ou de aula: vai ter porrada na saída.

Los day by day


Quincy Jones Pisão

Falaram pra mim assim ó, vai lá e assiste o clipe do novo We Are The World.
Nenfudendo e mais um quinto.
O antigo ficou grudado na minha cabeça feito piolho teimoso e já faz um foréva de tempo, desde os anos 80, desde aquela tv com trocador de canal de girar tec tec tec.
E se o novo grudar e eu ficar velhinho caduco alzaimeradão e só lembrar disso e mais nadica de nada até as seis alças horizontais, hein?

Sai fora, galileu.
Um Rafael

Ele entrou na loja, cumprimentou timidamente e sumiu entre as prateleiras. Não foi possível vê-lo nitidamente, mas pela sua postura e tom de voz, uma tristeza crônica o arrastava em preto e branco desde o tempo em que seu mundo ainda era fácil e colorido, pelo menos dos olhos para fora. O céu escurecido pelo cair da tarde de inverno e pelas nuvens cinzas ajudavam a compor a entrada do homem sozinho e curvado. A vida brasileira no Japão compõe pessoas e cenas assim.
Chegou no balcão com dois pacotes de farinha de mandioca crua. O atendente passou o scanner e a máquina registrou o preço no painel da registradora. Seus grandes, fundos e amarelados tristes olhos encararam os números por um tempo a mais que o necessário. E então ele se virou para mim, levantou as sobrancelhas e sorriu pequeno. Pude perceber que não estava olhando para mim, mas através da minha cara, cabeça e olhos para alguma coisa muito além daquela realidade instantânea ou do que estivesse às minhas costas. Estava olhando para algum momento ou imagem muito distante no tempo e espaço de todos nós. Enxergava um lugar muito confortável que só o passado guarda – e é, na maioria das vezes, indescritível.
Voltou os olhos para o atendente, encolheu os ombros, fez assim com as mãos, sorriu menor que antes e pegou um dos sacos de farinha de mandioca para levar de volta à prateleira. O atendente teclou, a máquina apitou. Ressurgiu por detrás da prateleira a passos largos – lépido para fugir daquela situação, puxou várias moedas do bolso. Contou na tremedeira da palma da mão esquerda e depositou a quantia no balcão. O rapaz registrou, a máquina abriu a gaveta e engoliu as moedas. Colocou a mercadoria numa sacolinha e entregou ao cliente.
Os olhos tristes olhavam direto para mim. Desta vez sim. Tirou um papelzinho do bolso explicando que era o telefone da filha e se aparecesse algum emprego, se possível, que eu ligasse, por obséquio. Claro, Seu Rafael. Agradeceu.
Tão solitário quanto a voz de ombros caídos, saiu e montou na bicicleta para sumir numa espécie de nunca mais, porém constante e permanente no desconforto que o passado também guarda, descritíveis e nítidas como são as porras das infalíveis agruras e os cabisbaixos.
E então, o atendente esperou a porta automática fechar, o homem sumir na esquina e me disse em tom cúmplice que estavam faltando cinqüenta ienes.
Mas tudo bem, a gente deixa passar, é a crise - concluiu.
 

Estou me sentindo um jiló

Toda quarta-feira chega a Revista Veja no Produtos do Alemão. Aliás, chega para todas lojas brasileiras.
Não tinha. A importadora estava cobrando o transporte e por isso o Alemão cancelou o pedido de todas as revistas. A importadora alegou que estava no prejuízo.
Como eu, o Alemão e todos nós sabemos, o brasileiro é um povo que lê pouco ou quase nada, por isso a minha revista semanal vinha encomendada. Ele pedia três exemplares.
Na quinta-feira liguei para quatro outras lojas brasileiras: Empório Brasileiro, duas filiais do Takara e Bom Preço. Nada. Todos me contaram a mesma história.
Depois do serviço resolvi ir ao Mercadão do Harada, um velho amigo. Nada. O Harada ainda disse que uma grande importadora tinha fechado, não avisara ninguém e que ele estava sem gelatina e Hall’s.
O máximo que pode acontecer comigo é mudar de hábito. Ao invés de ler a Veja semanalmente, leio Platão ou Asterix.
Mas imagino todas as revistas encalhadas em algum lugar, prontas para virarem bucha de churrasco na próxima primavera que vem por ai. Isso porque você não cancela com a exportadora no Brasil, assim, de bate e pronto. Mais revistas chegarão.
O que os lojistas perceberam é que os brasileiros, diante da crise, aprenderam a usar supermercados japoneses, substituindo a alcatra australiana por um bom frango canadense ou um porco chinês, que é bem mais em conta. Até mesmo o frango da Sadia dos mercados japas é mais barato.
Sim, acredite, os consumidores tupiniquins ainda não freqüentavam mercado japonês por pura questão idiomática.
Hoje muita gente acordou sem a Veja, Contigo, Turma da Monica, gelatina e Hall’s. Por enquanto.
Quero ver quando faltar café.
"Nenhum lugar no mundo é como o Brasil" , diz Beyoncé no Rio

(Ah ta, pensei que o Alaska ou o a Baia de Yokohama fossem iguais. Ufa!)

Sem-teto brasileiro morre em praça pública de Nagoya

O corpo do brasileiro Flávio Sugawara foi encontrado no parque do conjunto residencial Kyuban Danchi de Nagoya (Aichi), na noite de quinta-feira (4).
Segundo informações dos moradores do prédio ele tinha entre 55 e 60 anos de idade e vivia há pelo menos cinco como homeless. “Era uma pessoa instruída e muito inteligente embora vivesse como sem-teto”, afirma o amigo Carlos Hasegawa, 51.
De acordo com ele, Flávio se comunicava muito bem em japonês e fazia traduções para os conhecidos. “Nunca negou ajuda pra ninguém. Foi uma pena que perdeu a luta contra o alcoolismo”, completa.

Deu na IPC Digital

Los day by day


Brasileiros são presos por roubo em Hamamatsu

Os três são suspeitos de furtar 78 canos de ferro, no valor de ¥2 mil, na manhã de quinta

Três brasileiros foram presos em Hamamatsu (Shizuoka) por suspeita de roubo na manhã de quinta-feira (4). Segundo a polícia, eles foram pegos ao tentarem furtar 78 canos de ferro, no valor total de ¥2 mil, de uma horta no distrito de Nishi.
Os suspeitos são Luiz Fernando Sassaki, 37; Paulo Rodrigues Kauvauchi, 33 e Jo Yukihiro Barbosa Yamaguchi Júnior, 24. Todos moram em Hamamatsu e estão desempregados.


Deu na IPC Digital

Crimes acontecem em todos lugares.
Sendo a comunidade brasileira o maior grupo estrangeiro de Hamamatsu e região, é natural que os números nos sejam favoráveis – em todos aspectos, de partos a crimes, de maternidades a delegacias.
O problema é que uma noticia desse naipe sai na mídia japonesa de maneira retumbante. E eram apenas canos.
Tem essa, apenas canos e no valor de 42 reais.
Ontem, me falaram que um brasileiro assaltara um 7-Eleven daqui de Hamamatsu e com uma faca tinha levado cinco mil ienes, convertidos, 105 reais. Como ele estava a pé e as ruas estavam vazias porque eram cinco da manhã, ele foi preso algumas quadras depois.
Em Nagoya, quatro estrangeiros atropelaram uma pessoa, abandonaram o carro e fugiram. O carro estava com as placas trocadas, todos são brasileiros e três já estão presos.
Considerando que o maior grupo estrangeiro residente no Japão seja de chineses e seu maior crime é terem o visto vencido ou estarem clandestinos, estamos entrando numa curva estatística com características infelizes. E em tal curva, diferente dos chineses, estamos atacando as pessoas, o povo, a sociedade, de maneira direta. Um confronto desnecessário e derrotista.
Falar alto, gritar ao celular, assoviar para as mulheres, usar perfumes exagerados ou tocar o som do carro como um trio elétrico podem ser fatores culturais. Mas transportar a idéia da mais estúpida e ignóbil malandragem para fora do Brasil não tem sentido. E brasileiro, em sua maioria, não é malandro. Tenta ser.
A questão é que todas essas pessoas envolvidas nesses atos furtivos estão desempregadas e acredito que já tenham terminado o prazo do seguro-desemprego e as perspectivas estão se fechando. Ate março de 2010, o governo japonês da uma ajuda de três mil ienes (R$ 6300,00) para quem quiser voltar para casa.
Porque não usar tal recurso? Vergonha de voltar sem as burras fartas de dólares e presentes? E ser preso? Malandro gosta de ser preso?

Homem perde dentes em explosão de cigarro na Indonésia

Um homem recebeu compensação de uma empresa de tabaco depois que um cigarro explodiu em sua boca, arrancando seis dentes.
Andi Susanto, de 31 anos, disse à imprensa da Indonésia que o incidente aconteceu quando ele andava de moto e fumava ao mesmo tempo.
Ele aceitou o pagamento de 5 milhões de rúpias indonésias (cerca de R$ 996) e de todas as despesas médicas da empresa PT Nojorono Tobacco, fabricante do cigarro.
A polícia está investigando o que causou a explosão.
Susanto disse que agora vai tentar parar de fumar.
Ele disse ao jornal Jakarta Post que começou a fumar quando ainda estava na escola e nunca tinha tido qualquer problema.
“O incidente foi totalmente inesperado”, disse ele.
Susanto disse ao canal de TV Metro que a empresa conversou com a família dele e concordou em “resolver amigavelmente” a questão, com um acordo fora do tribunal.
Um porta-voz do cigarro Clas Mild, que ele fumava, disse que não há planos de fazer um recall do produto.
“Estamos em contato com a polícia e ainda esperamos pelo resultado dos exames forenses”, disse Iwan Sulistyo ao Jakarta Post.
“Não colocamos nenhum material estranho nos cigarros, então, acreditamos que este seja um caso estranho. É a primeira vez que acontece com a gente.”
A Indonésia tem uma das taxas de fumantes mais altas do mundo, com mais de 60% dos homens fumando regularmente.

Deu na BBC Brasil

(Colei essa para incentiva-los a parar de fumar)