Mas que droga


Em São José dos Pinhais-PR, existem seis livrarias, sendo uma evangélica, outra católica, dois sebos, uma de uma grande rede e a outra no aeroporto Afonso Pena.

A cidade tem uma biblioteca publica.

Só no centro tem mais farmácias do que livrarias em toda a cidade.

A Dona Luiza fez uma encomenda por telefone de um remédio faixa-preta em uma dessas farmácias centrais, prometeram ate o final da semana. Chegou no dia, fomos lá buscá-lo e praticamente não haviam nem anotado o pedido.

Tanta farmácia, tanta droga e nenhuma eficiência. Pra que tantas, então?

São tantos remédios que uma delas botou anticoncepcionais a 25% de desconto numa faixa enorme pendurada na porta, como se dissessem:

“Transem! Transem! Eu garanto que não nasce!

Em contrapartida, na livraria da grande rede paranaense, encomendei um livro para o dia seguinte numa filial em Curitiba e pedi que o entregassem em São José dos Pinhais, eles disseram que lá estaria à tarde. E estava.

Todos elogios a bons atendimentos e total interação com os produtos (livros, cds) rondam estes comércios culturais, vide o famoso bom atendimento nas Livrarias Cultura ou nos sebos perto da Praça da Sé, em São Paulo.

Busquei um livro sobre jazz pela internet lançado em 2007 e esgotado na editora em 2010. Havia três exemplares no Brasil, em sebos de Porto Alegre, Fortaleza e São Paulo. Liguei para São Paulo e o segurei por uma semana, dei meu nome e afirmei veemente que lá estaria para adquiri-lo. Quando cheguei, alem do livro que encomendei, havia mais cinco títulos que o livreiro separara, como biografia de jazzistas, historia do jazz e outros títulos do mesmo autor. Soberbo. Ficamos de papo, entre Gismonti e Miles Davis.

O livro é “Kind Of Blue, A história da obra prima de Miles Davis”, de Ashley Kahn – Editora Barracuda.

Já falei desse livro aqui no blog.


São 60.000 farmácias,

5.000 bibliotecas e

2.680 livrarias pelo Brasil.

Pensei nisso porque a Dona Yolanda me confessou que não quer abrir outro comércio depois que fechar ou vender o atual. Dei a idéia de uma banca de jornais e revistas, considerando que ela é uma pessoa que gosta de ler e que gostaria de ter horas de ócio produtivo. Ela disse disse "mas nessa cidade ninguém le nada!"

Em plena campanha eleitoral, alguém falou em livros?

Em maio de 2010, o MinC divulgou uma pesquisa onde indica que 445 municípios do pais não possuem uma biblioteca publica, isso representa 8% do total.

Sim, muito mais pessoas não possuem água encanada.

Ou comida.

Essências. É foda.

Como me disse um amigo, no fundo do fundo, pra que servem os livros?

- No fundo do fundo, pra nada - respondi.

Mas fazem muita falta quando o raso, a superfície, o superficial ronda o mérito da questão.

De qualquer questão.

Fotos que eu gosto de bater





















Templo de Okuyama

Eu continuo achando esse adesismo situacionista uma viagem sem volta e por isso sou chamado de fascista.

O problema não é o que eu sou - e não sou - mas o que o Brasil será.

Fotos que eu gosto de bater




















Hamamatsu

Mondocani e a Zoologia

Mondocani não tem nada contra o Santos FC a não ser quando ganha do S C Corinthians P.

Eles, pelo contrario, tem um ódio muito grande da Nação. Todos têm.

O fato é que Mondocani acha que a diretoria do Santos acabou de assinar seu atestado de burrice-mor ao demitir o técnico Dorival Jr e passar a mão na cabeça do atacante Neymar.

O rapaz joga muita bola, é um craque, como raríssimos atletas o são ou serão. Mas Mondocani diz e repete: é um babaca.

Mondocani não sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa depois do seu primeiro milhão de reais. Deve ficar acima da humanidade. Deve voar, criar universos, virar deus. Deuses. Deve ter a sabedoria de duas antas e quatro lesmas. Ou cem formigas e sete jabutis.

Os animais não têm culpa. Nem podem safar-se por carregarem tais adjetivos junto as suas características.

Mas deve ser isso, a transformação vista pelos raios-X da zoologia interior de um babaca com seus milhões de reais escoando pela latrina junto com parte do bê-á-bá da ética de ser apenas humano e legal com as pessoas.

Mondocani também é babaca, mas não faz disso uma profissão.


DIY!

O Tsushi achou uma guitarra Samick (modelo SG da Gibson) num depósito. Levei um ampli mini Marshall para testar o instrumento. Ele levou o baixo Ibanez. Levei meu violão. O Kambe levou uma percussão eletrônica. O Suzuki san vai levar um ampli pro baixo. To levando meu acordeon (?). Tem piano pra todo mundo, afinal, a gente ganha a vida com isso.

Pronto.

Montamos o Apollo Kiukei Band.

Kiukei em japonês quer dizer intervalo, hora do recreio.

Jams na hora do almoço e depois do expediente.

Yeah!

O recado

Quando alguém diz que é contra alguma coisa só porque não entende as diferenças que ali estão, é fácil de lidar, é só uma questão de opinião.

O problema é acharem que podem transformar a diferença numa igualdade palpável, como se a sua verdade coubesse nessa situação.

Todo mundo quer que todo mundo se veja pelos seus próprios olhos. Assim é fácil.

Geralmente os fúteis, os religiosos fundamentalistas e os perdidos querem destruir as minorias. E as minorias, que na verdade fazem toda maioria, não estão nem ai, só querem continuar provando e sorvendo de sua frágil e incontestável felicidade de ser.

Mas dizem que há liberdade de expressão. Concordo. Mas nunca para fomentar ódio e descompasso histórico, mental e emocional nas pessoas, nos grupos de pessoas.

Tão simples como ética na fila.

É melhor calar-se.

Quem cala consente.

Quem cala também se descontenta. Mas não distribui tal descontentamento em nome dessa verdade, dessa ideologia da transformação com ambições puristas e cheias de palavras de ordem.

Não existe felicidade maior do que a felicidade por si só, pessoal ou alheia, é de todos, é nossa, compartilhada, multiplicada.

Se matar um único homem é matar toda a humanidade, em contrapartida, deixar viver é viver.

E felicidade não tem só uma. Tem todas as opções, povos, cores, sexos, amores e ideologias.

E viva Lou Reed.

E viva Laurie Anderson.

Fotos que eu gosto de bater




















Hamamatsu Downtown - Minami

Sons de Setembro

Ok, vamos fechar os guarda-chuvas,

rir uns dos outros,

tirar os sapatos e pular

com os dois pés nas poças d’agua.


Começo de outono, chuvinha fresca,

daquelas que refrescam o fresco,

silenciam as lagrimas.

Eu cuido de você,

Você cuida de mim

e o tempo passa como

passam os mistérios

e os ventos.

Privada que pertenceu a John Lennon é leiloada por R$ 25,7 mi


Privada que pertenceu a John Lennon

Vaso sanitário foi usado por John Lennon entre 1969 e 1972

Um vaso sanitário que pertenceu a John Lennon foi leiloado na noite do sábado por 9.500 libras (cerca de R$ 25.750) em Liverpool, na Grã-Bretanha.

O vaso de porcelana foi usado pelo ex-Beatle durante os três anos em que ele viveu em Tittenhurst Park, no condado de Berkshire (centro-sul da Grã-Bretanha), entre 1969 e 1972.

Lennon havia dado a privada ao pedreiro John Hancock, após ele instalar um novo vaso em sua casa, sugerindo a ele que o usasse como “um vaso para plantas”.

Antes do leilão, esperava-se que o vaso sanitário fosse vendido por cerca de mil libras (R$ 2.710).

A privada havia sido guardada na garagem de Hancock por quase 40 anos, até sua morte recentemente.

Álbum raro

Capa do disco Two Virgins

Capa do disco Two Virgins mostrava Lennon e Yoko nus

Outros itens leiloados no sábado no Paul McCartney Auditorium, em Liverpool, incluem um dos mais raros discos de Lennon.

Uma cópia do álbum Two Virgins, gravado em mono em parceria com Yoko Ono, foi vendido por 2.500 libras (R$ 6.775).

O álbum, lançado em novembro de 1968, ficou famoso por ter sido vendido dentro de um saco de papel marrom para cobrir a polêmica capa que mostrava Lennon e Yoko nus.

Uma gaita que pertenceu ao filho de Lennon, Julian, também foi vendida por 2.500 mil libras.

Lennon também havia dado a gaita a Hancock, dizendo que o filho pequeno o deixava louco tocando-a o tempo todo pela casa.


Deu na BBC Brasil


Ou seja, fique famoso, cague e lucre.

Um poético tradutor





















Quando a gente aciona o tradutor do Google Chrome, já sabe que virão surpresas interessantes.

Mas nunca esperei que o tradutor tivesse uma visão poética e simbolista do tempo.

Diante do outono abrindo as portas, imaginei o poeta Paul Verlaine no emaranhado de fios e uns e zeros correndo na velocidade da luz para adicionar lirismo na investida do clique do mouse.

- Voilá!

Ela manda!

























"Pau no cu dos babacas!"

Falou e disse, tia Rita.
E viva o Dia da Pátria!

Francisco Ciência do Ipiranga - Made in Japan

Hoje emprestei esse disco prum japonês que curte sons, muitos sons. Ele também é luthier.

Mas de Brasil, só bossa nova. Na verdade, Jobim.

Amanha é Sete de Setembro e terei a resposta sobre isso tudo.

O fato de a resposta auditiva vir num dia tão importante para a historia do Brasil pode ter graves conseqüências.

Ele pode odiar. Adorar. Não entender nada. Ignorar. Achar que tudo não passa de mera mestiçagem sonora e que é fácil achar coisas assim até em cajun underground dos pretos macumbeiros de New Orleans.

Eu acho esse disco muito importante e muito bom pra ficar apenas nas nossas fronteiras, nas nossas fuças da ultima flor do lácio. Por isso emprestei.

Quero que todos digam samambaia sem sotaque.

“Baixa Mario de Andrade, baixa. Pode baixar que hoje seu cavalo sou eu”.

Mistério de chuva de fezes intriga cidade na França

Daniela Fernandes

De Paris para a BBC Brasil

Saint-Pandelon fica na região francesa de Aquitânia

Uma misteriosa "chuva" de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de "gotas" marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.

O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma "chuva de cocô" passou a cair durante o dia e também à noite no município.

Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.

As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.

Teorias

As "gotas" marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais.

A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.

Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que "os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa".

Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a "chuva" de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.

"Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite", afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.

Exames

Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as "gotas" que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.

"Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem", afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região.

"Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais", diz o pesquisador.

Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a "chuva" fedorenta não caia novamente em outras estações.