Um cara tipo esse

O Pelé fez 70 anos.
A gente roda os sites de notícias, todos tem um cantinho pro Rei: ensaio, slide de fotos, biografia, Xuxa, tri, EUA, blablabla. Na verdade, nenhum interessante.
Legal mesmo é quando um cara tipo esse fala besteira.


Não Brasil



















Me dê só um motivo para votar que te dou meu xis.

Um motivo que sustente um raciocínio lógico e claro.

Não isso da tv, palanque, palácio ou salas fechadas.

Te dou quatro anos para fazer, pensar e tentar me convencer.

Até lá, vocês serão os repolhos de Arrigo Barnabé.

Los day by day

Menos quando dá certo, o que é raro

Não voto na Dilma, tampouco no Serra.
Nem branco, nem nulo. Apenas me ausento.

Não importa quem assuma o poder, esse ou aquela.
O que importa é que farei oposição e vou continuar reclamando.

Fotos que eu gosto de bater


Cadeiras Vermelhas -
Cinema E-Ra, Hamamatsu

A Teta Assustada - 2009


























O Laerte costuma dizer que ele é um procrastinador maldito. Não, eu é que sou.
Demorei quase um ano pra assistir essa obra prima e hoje estou em paz com a minha culpa.

Lado A, lado B

6o. Festival Cinema Brasil

O lado A
Ontem fui assistir o "Palavra (En) cantada", um documentário de Helena Solberg produzido em 2008.
Uma aula de música, poesia e prazer recheado de papos, historinhas e canjas de Lenine, Adriana Calcanhoto, Antonio Cícero, Tom Zé, Chico Buarque e outros ícones da música e da cultura brasileira. Além da seleçao de imagens e documentos. Eu ficaria mais algumas horas sentado assistindo toda aquela maravilha.
Historinhas que vão das canções provençais ao rap da periferia de São Paulo, mostrando que a nossa poesia e a canção estão intrinsicamente ligada uma à outra como se fossem um só produto de criação e prazer onírico e cultural.

O Lado B
É a primeira vez que o festival é apresentado em Hamamatsu.
Triste foi ver a sala vazia. A maioria de curiosos japoneses, poucos brasileiros.
A falta de interesse dos próprios brasileiros pelo cinema ou música brasileira passa pela jocosidade ou preconceito baseado no tempo em que se fez muita pornochanchada nas produtoras do centro de São Paulo. O som é ruim. O que eles náo sabem é que as salas é que tinham o som muito ruim. Alguns alegam que o cinema nacional da "Retomada" passa pelo filtro do ultra-realismo, da violência, favela, pobreza e desencanto com a fantasia. A fantasia, hoje em dia, no mais caro e popular que se produz na maior industria cinematográfica do mundo, é banal e infantilizada, com duendes de anéis, ingênuos povos azuis, jovens vampiros e metálicos heróis voadores que soltam raios pela palma da mão.
O fato é que o público em geral não consegue mais ver um diálogo com mais de trinta segundos sem querer mudar de canal ou trocar de filme ou sair da sala. Incomoda. Há quantos anos não vemos em Hollywood diálogos como Jules e Vincent em "Pulp Fiction" ou o astronauta Dave e o computador Hal em "2001 - Uma Odisséia no Espaço"?
Será cansaço dos roteiristas ou o final de uma era, do cinema de diretor/autor hollywoodiano? Assim explica-se a fuga para a Europa de Woody Allen?
É mais fácil e barato fazer um remake de uma idéia que já é milionária no simples dizer de seu nome do que criar, só criar, sem pensar no processo industrial e nas contas bancárias.
Não acho que o cinema barato seja melhor ou pior. Mas há produções fora do circuito pop-California que nos remetem ao prazer de ver cinema & literatura na tela, assim como música & poesia num disco. Não são, como é martelado na cabeça dos espectadores, monstrengos elitistas feitos para nerds e ratos de biblioteca que gostam de filmes preto-e-branco e papos-cabeça.
Para o público brasileiro que acha que só produzimos ultra-realidade crua e violenta, dou a dica de "A Ostra e o Vento", de Walter Lima Jr., um filme de 1997, com Lima Duarte e Leandra Leal nos papéis principais. É uma poesia de imagens, música, roteiro e fantasia. É um dos filmes mais belos já produzidos e estou falando em termos mundiais.

O Lado C
Outro dia li num desses fóruns na internet que o Diogo Mainardi é "um babaca que só reclama e não cria soluções". Pode ser. Mas ler isso fica mais interessante ao constatar que a pessoa que reclama da pessoa Mainardi também não tem nenhuma solução a apresentar, só a reclamação sobre o cara. Ótimo. Fica um círculo vicioso de nadas discutindo com vazios. E eu no meio representando meu vácuo.
Eu também só reclamo. Não tenho nenhuma solução para a falta de público brasileiro num festival de cinema brasileiro. O interesse das pessoas baseia-se no que está ao redor, no que elas aprenderam a acreditar e gostar, sob a perspicácia e tênue motivação dos cinco sentidos. Isso faz-se interessar, somar numa sala de cinema, como é o caso. Infelizmente, aprendemos que somos um país monoesportivo, polireligioso, sem preconceitos, mas com pretos feios e pobres, brancos ricos, bonitos e valentes. Isso náo se muda com um decreto ou um blog. Mas reclamo para poder manter a idéia acesa mesmo que ela venha desprovida de solução, como querem.
 
 

Bola fora


Ninguém entende a tapada e feinha da Lindsay Lohan, nem ela mesma.

Ela não é viciada em drogas ou bebidas.

Ela é viciada em tribunais e clinicas rehab.

6º. Festival de Cinema Brasil












Entrada do Cinema E-Ra,
em Hamamatsu






Maiores informações, aqui.

Abre o zóio, japones

51% na pesquisa, tia Di? Parabéns.

A nossa gente pindorama gosta desse paternalismo vulgar, não se preocupe.

Cada dedo que encostar no botãozinho da sua foto será mais um dedo na mão do cabresto que arrasta e domina esse país, junto aos sindicatos, estudantes, camponeses, mídia e até mesmo a oposição. Não há mais oposição.

Todos na palma da mão do regime. A mão de milhões de dedos do regime pseudo-getulista do neo-coronelismo de cobertura, elevador exclusivo, smartphone, ecopapos e dólares na cueca.

Não há nada a fazer. Só nos resta assistir essa monstruosa larica de poder que bate no estrombo da tua galerinha ser saciada sem decência, nem ética, nem saudade.

O partido passarinho e seu candidato de oposição também são uma piada.

O Brasil é maior e melhor do que qualquer eleição sem vontade de votar.


33 vezes Carlos Barrios

Quase 11 da noite, não tenho a menor idéia de que horas são no Chile.

Pela BBC Brasil, dez minutos, assisti ao vivo – e vivo – ele sair da cápsula.

Foi emocionante. Deve ter sido assim o pouso na Lua.

Só que eles não pousaram 33 vezes.

E pensando bem, o caminho foi inverso. E do avesso.


Deprimidos podem ter quase o dobro de risco de demência, diz estudo

Cérebro

Estudos anteriores já indicavam relação entre os dois males

Dois novos estudos feitos nos Estados Unidos indicam que pessoas que sofrem de depressão têm mais risco de desenvolver demência, sendo que um deles indicou que deprimidos podem ter quase o dobro da possibilidade de o outro mal surgir.

No entanto, as pesquisas, divulgadas na publicação científica Neurology, concluem que existe uma relação, mas não deixam claro por que ela ocorre e nem se há vínculo de causa e efeito entre as duas condições.

O primeiro estudo acompanhou 1.239 pessoas e procurou estabelecer uma relação entre o número de vezes que cada participante apresentou depressão e os riscos de desenvolvimento de demência.

O trabalho revelou que quanto maior o número de crises de depressão, maiores os riscos de demência.

Pacientes que tiveram duas ou mais crises de depressão apresentaram quase o dobro do risco de desenvolver demência, o estudo concluiu.

Alzheimer

O segundo estudo, liderado por Jane Saczynski, da University de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas com idades em torno de 79 anos durante 17 anos.

No início do estudo, os participantes não apresentavam sintomas de demência. Testes revelaram que 125 deles (13%), no entanto, apresentavam sintomas de depressão.

No final, 164 dos participantes haviam desenvolvido demência. Destes, 136 foram diagnosticados como portadores do mal de Alzheimer, uma das mais comuns formas de demência.

Esta não é a primeira vez que cientistas enxergam uma possível relação entre depressão e demência. Em 2008, dois estudos sobre o mal de Alzheimer apresentavam conclusões semelhantes.

CliqueLeia mais na BBC Brasil sobre essas pesquisas

Inflamação

"Se por um lado não está claro se a depressão provoca a demência, a depressão poderia influenciar de várias formas os riscos de que uma pessoa desenvolva a condição", disse Jane Saczynski.

"Uma inflamação de tecidos no cérebro, que ocorre quando uma pessoa está deprimida, poderia contribuir para a demência. Certas proteínas encontradas no cérebro, que aumentam quando há depressão, também poderiam estar envolvidas".

Para Rebecca Wood, diretora da entidade britânica de fomento à pesquisas sobre o Mal de Alzheimer, Alzheimer's Research Trust, “semelhanças entre os sintomas de depressão e demência significam que as duas condições podem às vezes ser confundidas no momento do diagnóstico, mas não sabemos se estão vinculadas biologicamente".

"Esses estudos recentes indicam que pode haver conexões profundas entre demência e depressão, então precisamos ampliar as pesquisas para descobrir mais".

Deu na BBC Brasil


Quatro perguntas privadas para as estatais

O bagulho não se chama pré-sal?

Mas não está depois do sal?

Que ponto de vista é esse?

Do coisa-ruim?

Vão demolir o Treme-Treme

O Treme-Treme é, na verdade, composto de dois edifícios: o São Vito e o Mercúrio. Ambos são feios de doer. Mas a prefeitura alega que haverá beneficiamentos ao demoli-lo.

O que vão fazer no terreno? Uma horta? Uma pista de kart? Uma praça beirando o Rio Tamanduatei? O que cabe ali que causara tal beneficiamento urbano?

Destruir e restaurar são dois verbos, ações. Então, considerando minha índole otimista, é melhor restaurar.

Diante da carência de moradias na capital, porque não?

O que falta ao Treme-Treme não são cortininhas de renda ou papeis de parede floridos, falta atitude, vontade política e administração.

A cultura dessa cidade sempre foi assim, destruir para melhorar. Quando constroem, fazem o Minhocão.

Se a prefeitura de São Paulo vai beneficiar aquele pedaço do centro de São Paulo com demolições, que comece com uma coisa muito simples: demolir o Palácio das Industrias, um elefante branco sem estilo arquitetônico definido que destoa do Colégio de São Paulo, do Gasômetro e do Mercado Municipal.

Como a demolição parece que já começou, fica o meu protesto com essa arbitrariedade do prefeito, da administração regional e dos pedreiros.

101010















Storyboard de Akira Kurosawa para o filme "RAN"





O mundo ainda é uma só solidão. Tudo é tão 101010 binário, e nada confirma sua existência a não ser o clarão quadrado me encarando nesse momento. No seu/nosso momento. Yoko Ono autoriza o uso de músicas de John Lennon em comerciais. Seria Yoko Huno? Paul McCartney toca velhas canções há 30 anos. O aeroporto de Liverpool chama-se John Lennon. Mark Chapman disse que matou Lennon para tornar-se alguém. Chega de gente morta ou coisa parecida. Mineiros chilenos saindo pelo buraco chileno, isso não é uma metáfora. Lama tóxica húngara espalha-se pelo país: fedorenta, radioativa, metálica, assassina, é vermelha e isso também não é uma metáfora. Tempo nublado na capital paulista. Chuva na minha cidade no Japão. Muito spam e pouca coisa relevante na minha caixa. Hoje escrevi-respondi num e-mail para um amigo:

Fim de inverno tem que ser meio bêbado, não? Do vinho quente para dry martinis happy happy. Logo a cerveja sai da geladeira e vai pra praia. Sim, fim de verão por dentro e por fora. Chuvas de outono. Yuyakes vermelhos como um inferno de Kurosawa. Yuyake é pôr do sol. Em tudo, um bocado de sorte e carinho. Deve estar chegando. Que direi aos fieis de Deus? Besos!”

O que chegara são originais de um livro. O que direi? Digo que Akira Kurosawa está no seu centenário e quando descobriu que podia por em movimento todas as cenas de sua imaginação, queimou todos seus quadros. Foram, sem dúvida, os melhores storyboards que a humanidade jamais viu. Da janela de onde estou, vejo um mundo lilás se desfazendo em satisfação e tenazes gotas de chuva suicidas se jogando do telhado. Escrevo Deus em maiúscula porque esse é o titulo do livro. Não seria falta de respeito escrever em letra minúscula, nem com a entidade, nem com o autor. Geralmente escrevo sobre a entidade em minúscula e neste caso sempre cabe uma pitada de inconformismo. Tem o vídeo “Ruta de Colisión”, uma música de um velho e distante amigo, muito terno e querido. A vida avança e com ela seus temores, em contrapartida, os grandes poetas conosco seguem e deixam tais legados. Por isso comemorar é a chave. Ir até a padaria pode ser a festa de hoje. Por essas e outras, passo dias sem pão, mas nunca deixo de ir. Torcedores do Corinthians fazem protesto, não vêem o time ganhar há quatro jogos. Rivelino, Zenon e Neto, todos camisa 10 e se não fazem falta há anos, fazem há quatro míseros jogos. Café quente e forte faz um dia melhor. Nesses dias descobri que tenho sérios problemas com o adorável Fá Sustenido. Ontem, Nanci e eu encontramos o Paulão todo guapo num restaurante italiano, camisa nova, namorada nova. Todo grande conquistador adentra pela América sorridente até que encontra o Pacifico. Hoje é dia dez, mês dez, ano dez e nada mudou a não ser o que tinha que mudar. Até meia noite, garanto, o mundo não vai acabar, mas os místicos ficam em espoletada polvorosa fazendo álgebras da alma e rezas puídas de cadernos amarelados em busca de respostas em céus de Vênus e pipas. O uníssono me enfastia, acho que é hora de oitavar. Felizmente, meus dias são musicais, mas faço de tudo pelo musicaos. Chamo isso de anarquia sonora, invencionismo adolescente, leviandade bluesy e curiosidade atonal. Viva Anton Webern e o serialismo musical! Viva Tiririca e o sarrismo estatal! Viva quem está e esteve vivo.


Sossego - Tim Ever Maia

C7

Ora bolas, não me amole

Com esse papo, de emprego

C7

Não está vendo, não estou nessa

O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego

C7

(Refrão)
O que eu quero? Sossego (4x)

C7

Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego

C7

Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego

C7

(Refrão)
O que eu quero? Sossego


Esse funkaço do Tim Maia é um daqueles raros acontecimentos.

É artisticamente completo em sua criação, função e concepção.

Pelo menos na minha cabeça.

O swing do som é a cara do autor, a levada rítmica, o naipe de metais, tudo é o som do Brasil visto pelo coração de Tim.

A letra é o signo mais representativo de tudo que somos, e não se restringe ao brasileiro, mas ao ser humano. Sossego e a perspectiva de não fazer nada por hoje ou para sempre é o nosso objetivo de vida. A gente quer casa própria pra entrar dentro e voltar ao útero quentinho. Para muitos, sair é renascer, para outros é morrer. Para mim, é bobagem, pura ida e volta.

E finalmente, ela só tem uma nota harmônica (C7) e não precisa de mais nada. Claro que guitarristas feito o Pizzarelli pegam um som desses e recriam numa sinfonia jazzística. Mas para nós, reles mortais, tudo se basta nessa única nota. É o funk de uma nota só, o sonho de Tom Jobim, o minimalismo modal no volume máximo.

Quero ver alguém ficar sossegado, de fato, com essa porra batendo nos falantes. Duvido.

Segundo o livro de Nelson Motta, Tim ensinou o filho a tocar guitarra com essa música. Não sei se por preguiça do professor ou por inédita didática.

Sossego é o ócio descritivo. Fecha em si e ao mesmo tempo, abre-se para improvisações e outras soluções melódicas (nessa única nota!) mesmo para guitarristas neófitos.

É uma obra de arte total. O mínimo no máximo. O máximo no mínimo.

Ti

O Ti é o ectoplasma do voto nulo.

Quem queria rasurar a cédula com um palavrão (antes dava) ou dar um voto para um rinoceronte ou votar na tia, pensou melhor e votou no Ti.

Um milhão de vivas pro Ti, em média.

E qual a diferença entre ele e alguns ex-governadores cariocas gordinhos?

Só porque eles usam terno e gravata?

A lista do post abaixo é pra dizer que atentem, senhores politicamente corretos, outros Tis virão!


Pior é explicar piada:

- O Tiririca, gente, é o Brasil gargalhando.

Gente sem coração

Plutz!

Descobri um point aqui em Hamamatsu que faz a camiseta que eu quiser.

Pensei em uma clássica:

"I hate Pink Floyd"

e escrito pequeninho:

Fans too”.

Mas eu não odeio PF. Só me enjôo de ouvir por uma década e mais outra.
Acho que uma boa camiseta dura uns 20 anos, não? 


Diz a lenda









Literalmente, SHIMADA KEN ITI significa “arrozal da ilha” (島田 - Shimada) e “primeiro saudável” (健一 - Ken iti), o que na verdade não significa nada, pelo menos em português.

É a mesma coisa que chamar o Pereira de pé de pêra ou o Fisher de pescador, e de fato, assim são os vocábulos, mas não os nomes.

Os nomes são as coisas que estão ao redor.

Diz a lenda das noites de lua cheia que o pequeno curumim perguntou ao pajé a origem dos nomes das pessoas. O pajé respondeu que durante o parto, o pai fica junto com os amigos e parentes fora da oca pitando, orando e cantando para que tudo de certo lá dentro. Assim que a criança nasce, ele entra, pega o rebento, traz para fora e dá o nome da primeira coisa que está vendo.

E então o curumim perguntou:

- Por isso me chamo Cachorro Louco Trepando no Eclipse?

Eu já sabia que os kanjis, originários da China, são escritos da mesma forma nos dois paises, mas pronuncia-se a mesma coisa de formas diferentes. Por isso meu nome ficou assim, o mesmo kanji e significado, mas diferente.

Diz a lenda da numerologia japonesa que existe uma quantidade certa de pauzinhos para cada nome. Algumas combinações não são perfeitas e dizem que isso traz azar para a pessoa. Talvez por isso repetem-se nomes em japonês com certa facilidade ou algumas pessoas carregam o nome escrito, mas são chamadas pelo nome que alguém escolhera, mas não era perfeito.

Diz a lenda que quem deu meu nome japonês foi a minha avó Tamy que na verdade, não é Tamy e sim Fussae ou Fussako, não tenho certeza, e ela não usa por causa da numerologia.

Ao embarcar no Brasil, escreveram o nome dela errado. Por anos ela ficou Tomy, depois consertaram.

O meu sobrenome também, na verdade é Shimada, mas erraram no porto de Santos com o meu avô e ficou Schimada, como se fosse germânico.

Acontece.