Silêncio na usina

Se quiser, clique na imagem para visualizar melhor.
Moro no ponto A. A usina nuclear de Hamaoka fica no ponto B e ela foi desligada hoje. Entre ponto A e B, uns 40 km.
Não haverá racionamento porque ela correspondia a apenas 12% do consumo da província de Shizuoka ken. Os outros 88% virão de outras usinas que não sei onde estão, mas não estão tão perto como essa. E se estiverem, é melhor não saber, acho.
O desligamento foi um pedido do governo central de Tokyo por uma questão óbvia de segurança. A usina fica na Rota 150, como se vê no mapa. Eu pego essa rota no verão para ir para a praia de Sagara e passo em frente à usina e mano, é grande.
Pelo caminho, há daqueles cataventos gigantescos e espero que multipliquem-se.
Mas o material radioativo continua por lá.
É como deixar o saco de lixo, mesmo que fechado, entre a porta da cozinha e da sala. Em algum momento, alguém vai tropeçar ou chutar o saco e tudo se esparrama, feito a batatinha da canção.
Esse alguém pode ser um terremoto, tsunami ou erro humano.
O fedor vai lotar sala, tv, batedeira e bolo de milho. Até que peguem a pá e a vassoura e abram janelas e liguem exaustores, o bolo de milho também virou lixo.
Então é melhor pedir uma pizza pra tudo acabar bem.

Nenhum comentário: