Calor calor calor calor

Ainda estamos em junho e ontem bateu 36 graus aqui em Hamamatsu.

É claro que esse inferno calorento acontece exatamente quando temos que racionar energia por que desativaram a usina nuclear de Hamaoka para vistoria e manutenção pelo o que aconteceu àquela outra usina que agora solta estrôncio no mar.

O verão japonês é insuportável até mesmo para bichos tropicais como eu por causa da umidade do ar. É uma Macondo, de fato. É tanta umidade que cardumes entram pela janela da sala e saem pela porta da cozinha, nos fundos, disse Márquez.

Essa foto ao lado é do controle remoto do ar condicionado aqui do quarto. Eu sei ligar o cool, aumentar e diminuir a temperatura. Mas não sabia acionar o dryer. A única coisa que entendo é o Hitachi e o número da temperatura desejada, o resto, vixi.


Aliando a onipotente sabedoria do Google tradutor aos meus parcos conhecimentos de português, cheguei aos três kanjis 除湿機 , onde lê-se JO SHIME KI, ou seja, simples como um buda sentado gargalhando, desumidificador. E esses kanjis estão escritos no controle remoto.

Mas como sempre, é uma bosta. O ar fica tão seco que ao invés dos cardumes de Márquez, o que passa pela casa é o Saara, meia dúzia de marroquinos e quatro dromedários irritados.

E te digo, ecologista futurista suadão, racionamento com 36 graus, nem buda.

Um comentário:

Erika disse...

Jesus, ninguém merece isso, heim? Por aqui, frio, frio, frio. Nesta semana, peguei friagem depois do banho e passei dois dias com as costelas em petição de miséria. Parecia que tavam esmagando o meu coração. Não conseguia nem dormir de lado.