Macondo aqui, sempre aqui

(Gravura de Carybé para o livro Cem Anos de Solidão)


Antes do verão explodir com o sol a dois palmos da cara da gente, vem essa temporada de chuva atrás de chuva, fila indiana de chuva, todo dia chuva como se todas as nuvens do mundo e de outros mundos fizessem um congresso aqui na Ásia e o Japão fosse a mesa do cafezinho.

Ou o toalete.

Já disse que me sinto em Macondo.

Já me disseram que só quem leu Márquez entendeu essa.

Explico.

Imaginem um lugar entre a imaginação e um ponto perdido do mapa colombiano, é Macondo, fundada por um Buendía anos antes dos primeiros ciganos chegarem com as grandes maravilhas do mundo.

Por essas e outras que começa a vir aquela vontade de abrir o livro de novo, voltar àquela cidade e suas bananas, sempre nessa época do ano, sempre que fica esse calor grudento de mofar até os ossos do milenar cadáver do faraó no deserto.

E se tem uma coisa que não deixo esperando é um Buendía.
Todo ano largo o que to lendo e releio os Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

E aproveitem o ar, ele está vivo e lúcido.

Aproveitem porque é o mesmo que ele respira.

2 comentários:

peixoto999 disse...

Grato pela citação da minha citação.

Mas não quis ser critico. Foi um comment sem intenções ocultas.

No mais, que as chuvas acabem logo, pois aqui, o frio está apenas começando...

Cris disse...

Engracado, tu acredita que eu tbem faco isto?? Meu preferido dos preferidos, sempre me pergunto porque gosto tanto deste livro, ainda nao defini bem a resposta :-))).