O lixo é o fim - e não um fim

Não resisto.

Fica claro a todos que observam o mundo que nós somos o que somos porque entendemos o que está ao redor e interagimos - bem ou mau - e cá estamos.

Se a pessoa tomar porrada todo dia, ela acaba acreditando que é assim que tem que ser e vai sair dando porrada todo dia.

Lembro que quando comecei a achar que ler era uma coisa importante a fazer, não sabia bem porque, mas lia por prazer, e nessa idade de 12 ou 13 anos começam a cair os totens infantis impostos pelas grades do berço e começamos a dar os primeiros passos e criarmos nossos próprios sóis, luas e estrelas, enfim, eu lia pelos meus motivos e poucos amigos liam e então começamos a procurar os que leem e ficamos nesse pequeno grupo por anos. Sim, ficamos.

Mas hoje, se as pessoas estão preocupadas com o excesso de informação na ponta do fio do modem e paradoxalmente, é nítida a falta de informação básica para sair deste ponto intelectual para aquele pelo simples motivo de que muitos não sabem decifrar um texto ou escrever sem os absurdos caminhos do analfabetismo técnico, é preocupante, é uma questão histórica.


A curiosidade nunca mais será uma virtude?
Assim também é com a música.

Gente ruim faz música ruim.

Música ruim faz gente ruim.

É o mesmo raciocínio anterior.

A música ruim existe para termos parâmetros.

O problema é que o parâmetro virou o objeto comum.

Não tenho e nem defendo essa falsa poesia do politicamente correto, do som do gueto, regionalista, etnico, social.

Existe o som do gueto, o regionalista, o etnico e o social. Mas nada é feito pelo prisma da arte.

As coisas são feitas para criar opções, inserir, mas arte não é sociologia.

Esse politicismo do que seria apenas um ponto de vista artístico, um trabalho para ser admirado com alguns dos cinco sentidos, virou um panfleto de péssima qualidade.

A geléia geral não é o lixo.
O banal é uma opção e não um fim.

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