25 de julho de 2011 - daqui pra lá, só digiTV

















I
Hoje o Japão conclui sua transição para a tv digital.
Só não é completa por causa da região afetada pelo terremoto e tsunami de março, Fukushima, Miyagi e Sendai, que ainda receberão transmissão analógica por mais um ano.
Essa transição vem acontecendo já faz um tempo. As emissoras colocavam letrinhas correndo embaixo do monitor apenas na transmissão analógica avisando a data do fim de uma era.
E já foi adiado uma vez.
Mas hoje é definitivo.
E te digo, gente boa, é infinitamente superior.
A transmissão analógica em digiTV, como vi em algumas casas no Brasil, não se compara.
II
As minhas primeiras impressões com tv são dos anos 60, coisas como Toppo Giggio, Robô Gigante e National Kid.
Lembro que quando a tv desligava ficava um ponto branco no meio do cinza da tela e o ponto ia desaparecendo - como se todos os personagens que eu assistira até segundos antes, estivessem sendo engolidos pelo nada.
Tinha o ruído da sintonia fina e o seletor de canais que girava tec tec.
A primeira vez que vi uma tv colorida foi em 1974, um jogo da seleção na copa da Alemanha Ocidental, na casa do Beto Trecco.
O primeiro vhs foi um trecho de um show do Hendrix, e era daqueles aparelhos onde se encaixava a fita por um compartimento que abria em cima e não na frente.
O controle remoto era com fio.
Lembro que perguntei pro André se podia olhar a fita acreditando que veria as fotinhas como numa película de super 8. Isso foi no começo dos anos 80.
No meio dos anos 80 escutei meu primeiro cd e era Jean Luc Ponty, achei que o violinista estava no fundo da sala.
Foi impressionante.
Minha primeira experiência com laser disc foi o Poderoso Chefão II.
O barulho daquele disco enorme girando no aparelho me incomodava durante a transmissão. Achei estranho que depois que criaram o cd, ainda tivessemos que virar o discão para assistir a continuação do filme.
O dvd foi o oásis. Ainda é. E veio o surround 5.1. E a tv digital enorme, 37, 42 polegadas.
You Tube.
III
Coloquei um rádio para ilustrar esse post porque uma coisa muito cotidiana era o rádio na cozinha com a Hora do Rei da Rádio América AM e eu na sala tentando assistir Globo Cor Especial.
Não existe nada mais antigo do que cowboy que dá cem tiros de uma vez.

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