O verão está completo

Umidade do ar absurdamente alta. Ora vidro aberto, ora ar condicionado.

Velocidade de curso suficiente e eficiente rumo a Sagara Beach.


Música prá pular e não prá pensar.

Bem, era Kraftwerk, pra mim isso também pode ser alegrinho.

Óculos escuros na minha, na nossa, na cara de quem saiu de casa.

Vento morno vindo de todas as partes, cercando e saudando nossos corpos, sem autorização.

Pé na areia. O sol. O mar. Até Kraftwerk soava boing boom tschak bossa nova.

O céu azul de um patriotismo absurdo.

O primeiro mergulho de 2011, a plenitude completa mais um ciclo.

- Todo dia era dia de índio.

Naquele momento eu percebi que a vida vista sob o ponto de vista de uma pessoa numa praia é absolutamente perfeita e por si só, completamente mágica.

- Nem sempre se vê mágica no absurdo.


Preciso ganhar numa dessas loterias de milhões e nunca mais amarrar cadarços.

Nenhum comentário: