Taifu de julho




Com taifu (tufão) não tem boi, é uma força da natureza sem dó do que anda, voa, rasteja ou tem raíz no solo.

Não é um daqueles furacões do Golfo do México que invadem aquela região do delta do Mississippi, mas é um tufão e deve ser respeitado como um grande deus furioso.

E como tal, com seus humores (nos dois sentidos, umidades e estados de espírito) mutantes e pouco sociais, ele pode mudar de direção, nunca para o sul, mas apenas resvalar a costa japonesa sem que entre ilha adentro, fazer a curva da Ásia e sair por ali, a nordeste.

É uma possibilidade.

Ontem, mesmo com o taifu a mais de 2000 quilômetros da praia onde eu estava, as ondas não estavam cordiais e formavam-se longe da orla, visíveis, suas espumas mar adentro. Ficamos poucas horas por lá e resolvemos voltar para o conforto das quatro paredes do lar.

Agora não há vento e nem o céu está nebuloso ou vociferando. É a famosa calmaria que antecede à tempestade.

E a natureza sabe tudo, porém. É madrugada e os sapos não coaxam.

O respeito sempre chega ao raso do arrozal.

Um comentário:

Bem disse...

Você já pegou algum fenômeno da natureza brabo aí em Hammamatsu?