Esse coqueiro que dá côco

Vejo as pessoas falando mal do Brasil.
Outras defendendo.
Alguns começam atacando o Mano Menezes e terminam lembrando dos Fiscais do Sarney nos anos 80.
Outros pensam no Rio Tietê e na praia de Maresias.
Tem Tim Maia, amado e odiado, Jorge Ben e tudo aquilo que Barretos ou o Pelourinho representam para a música brasileira.
Tem o ar da Avenida Celso Garcia e os bosques de Monte Verde.
Caminhada pelo Ibirapuera, pela orla carioca, marcha por isso e aquilo, pedalada e atropelada.
Festival japonês de música e comida típica e restaurantes árabes populares nos rincões mais esquecidos.
Sobrenomes poloneses em lojas curtibanas.
Alemães brasileiros falam um alemão que não se fala mais na Baviera.
Tem tudo.
O Brasil tem tudo.
Tem até brasileiro.
O que não pode e deve ser lembrado todo dia é que o Brasil não pode ficar se maltratando - ainda que minimamente, às vezes, mas não é o caso do vídeo no link abaixo - como se fosse orgulho histórico ou fator cultural.
Não sou patriota, nunca fui.
Nem ufano o coqueiro de Ary.
Mas tem mais que isso batucando no meu peito.
Tem gente, muita gente querida que deixei nesse chão.

(Assistindo o vídeo "Estrebucha!", sobre a PM de São Paulo na Folha)

Um comentário:

Bem disse...

O link não abriu. Mas, sinceramente, não quero ver. É algo que deve ser forte demais pra mim.