Livro, o fetiche

Livro tem a rodo no Google.
É coisa de mil, milhão e milhões.
Tem autor indonesiano falando da seca em Chiapas, México.
Tem autor de Chiapas falando da Indonésia com muita convicção e certeza.
Tem dúzias de traduções de uma única poesia de Pablo Neruda, se quiser.
Tem fotos dele, da mãe, da tia, sozinho, multidão, numa festa, com árvore, com céu.
Mas tem uma coisa chamada fetiche e tem uma coisa mais doida chamada fetiche por livro.
Para quem adquire esse tesão, não vai ser um tablet ou sei lá o que movido a pilha que vai aconchegar as mãos no contato com o papel, a letra impressa, a tinta, a capa, a velhice, a história do dia em que ele saiu da estante da livraria, pousou nas mãos para entrar na vida e na cabeça e nunca mais sair.
Eu também gosto de cheiro de livro novo, qualquer um.
Se ele estiver lacrado e plastificado, melhor ainda, passo minutos cheirando antes de ler.
Fetiche não se explica, se goza.

4 comentários:

Bem disse...

Concordo com você. E um viva para os sebos, onde encontramos coisas incríveis e com preços justos!

Kenia Mello disse...

Concordo em tudo. Manusear um livro tem todo encanto, uma atmosfera, muito diferente de ler na tela.
Sou apaixonada pelos meus e por todos os outros.
Beijos.

P.S. Tu não imaginas a tristeza que me dá vendo tantos sebos (aqui tem aos montes) e ainda não conseguindo ler nesse raio de idioma! Mais uma motivação pra eu aprender logo! ;)

Nei kS disse...

sebos, viva!

eu sei, Kenia. aqui tem sebo a dedeu, mas... compro cds.

Bem disse...

O livro eletrônico tem muitas desvantagens: Não dá pra emprestar; não dá pra pegar em uma biblioteca; não dá pra revender, não dá pra comprar em um sebo, não dá pra dar para outra pessoa após ler...