Porque eu amo os livros

Lá está Londres e lá está o Savoy Hotel, perto da Ponte Waterloo sobre o Rio Tâmisa.
Em 1898, Wolf Joel, um milionário inglês, reservou uma mesa para 14 convidados. O Savoy é famoso por sua requintada culinária, já o era nos anos vitorianos.
Infelizmente, um dos convivas não pode comparecer ao jantar.
Ignorando a superstição, Wolf pediu para servir o jantar para 13 pessoas.
Três semanas depois, foi brutalmente assassinado na Africa do Sul, baleado.
Após o episódio, o Savoy não permitiu que se fizesse reservas para 13 pessoas.
Em algumas situações, incluiu um funcionário entre os convidados para que somassem 14 pessoas à mesa.
Nos anos 20, o hotel adquiriu Kaspar, este gato art decó de 90 cm que substitui o talismã humano nas mesas com 13 pessoas.
Ele é aparelhado com os mesmos talheres, louças e pratos servidos às pessoas.
Durante a II Guerra foi roubado e dizem que o primeiro ministro Winston Churchill em pessoa pediu que a Scotland Yard investigasse e o devolvesse ao hotel, no que foi prontamente atendido.
Está no livro Esquisitologia - A estranha psicologia da vida cotidiana, de Richard Wiseman.

Por isso amo os livros.

3 comentários:

Palavras Vagabundas disse...

Eu quero um Esquisitologia, adorei o nome do livro e gosto de cultura inúltil!
bjs
Jussara

Nei kS disse...

O que é cultura inútil?

Leela disse...

Nossa, que genial essa coisa de mito coletivo. O nome 'esquisitologia' se aplica, esquisitos somos nós. Ainda bem.