Tao Te King



"Uma via que pode ser traçada não é a Via eterna, o Tao".


Como alguns grandes pensadores, Lao Tzu nunca deixou nada escrito. É a tradição.
Ela também diz que ao ver a corte em declínio, resolveu afastar-se para não ver sua derrocada. Nos limites da Grande Muralha, um dos guardas da passagem oeste pediu que ele recitasse um resumo de sua sabedoria e ele, Lao Tzu, deu o nome de Tao.
Isoladamente, o ideograma "tao" significa "caminho, estrada".
Hoje em dia, ao reler novamente e depois de ter aprendido um pouco - muito pouco mesmo - sobre a condição abstrata e a estrutura dos kanjis, percebo porque é um livro cujo pé-de-página e notas explicativas são maiores que o conteúdo.
Acontecem paradoxais explosões de entendimentos/desentendimentos simultâneos na leitura e absorção do Tao.
É impossível não ver o caminho na simplicidade do ideograma "tao" e ao mesmo tempo, sem a complexidade do aprendizado básico, é compreensivo e possível não vê-lo.
Com tais condições pré-estabelecidas para os tradutores e para quem lê o Tao Te King, fica evidente que as palavras de Lao Tzu em português estão muito distantes do original chinês. E ao mesmo tempo, com sua simplicidade e complexidade juntas em cada estrofe, estão muito próximas.
Não é possível explicar.
Fica mais fácil citar novamente que
"Uma via que pode ser traçada não é a Via eterna, o Tao"
ou seja, quanto mais explico, mais complico.
É o Tao.

2 comentários:

Palavras Vagabundas disse...

Acreditas que eu entendi e não entendi nada!
bjs
Jussara

Nei kS disse...

acredito e nao acredito.