Foco, quero foco

São Paulo é uma das cidades mais importantes do mundo. Para mim é importante porque nasci lá. E muita gente bacana que eu conheço ainda mora lá. Mas tem dois aeroportos que não valem nada. Quando lembro de Cumbica e da última vez que empurrei um carrinho de bagagens de lá, penso em Indiana Jones e qualquer um daqueles aeroportos que o aviãozinho do mapa do início dos filmes pousou.
A rodinha do carrinho soltou-se quando puxei a mala para ver o peso antes de entrar na outra filona para os portões de embarque. Ela já vinha cloc cloc desde o porta malas do carro do Maumau.
E em Congonhas eu vi o apocalipse quando o Gol ia aterrissar e antes que todas as rodas tocassem o solo ele já estava puxando o freio de mão para não cairmos na Avenida Bandeirantes. Nunca senti tanto medo num pouso ou numa relação vôo-máquina-Nei-asfalto-400 km/h.
Os aeroportos de São Paulo são como rodoviárias onde pousam aviões. São postos de gasolina onde vendem Dior e Godiva. Nada contra rodoviárias e postos de gasolina.
São Paulo precisa crescer na sua porta de entrada e saída senão o subdesenvolvimento fica inesquecível para quem vai ou volta para casa.
Se Cumbica for o que temos de mais moderno e aparelhado em termos de espaço físico, conforto e tecnologia, então fudeu.
Prefiro um aeroporto compatível com essa cidade de quase 20 milhões de pessoas do que trem-bala ou Itaquerão.
Foco, acerta o foco, cabeção.

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