Por falar em prato

I
Queria ser um poeta mais prolixo, desses monumentais, desencucados e que vão escrevendo torto e a direito sem pensar se vão entender.
Mas se não me entenderem, quem eu entenderei?

II
Se eu pudesse melhoraria meu vocábulário. Falaria jantar ao invés de janta.
Mas comeria do mesmo jeito, sem muitos talheres, apenas um garfo e empurrando com o polegar.

Não sei se o acúmulo de vocábulos nos trazem à tona para requintes e velas e flores e algumas taças a mais.
Pode ser.
Pode ser que não.
Pode vir que sim.
Pode ir que no.

III
Gosto de amendoim no yakisoba.
Pode ser amêndoa ou castanha de caju,
mas amendoim é mais cheiroso.

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