Sobre o frio

Nos ossos.

Na cara congela,
no vidro gruda.

Sem meias, morro.

Nos olhos o branco
no sono pesado.

Cuia de missoshiro
cuida de esquentar.

Nos ossos, na pele da
cara o tapa estilingue.

Água
quente quente quente
de chegar a sentir amor.

Frio no zero, no um,
lá pelos 5 ainda é frio.

Matinas cantante tiritando
por um café quente com as
mãos espalmadas
abraçando a caneca
cafeína irmã.

Cuia de sopa qualquer uma.

Sem meias, sou um ultraje.

Lá fora
estão
ventando
todos os
pontos de
Borges
num uivo só.

- Frio da porra, porra.

Um comentário:

Gladstone disse...

Aqui...Calor da Porra!!!